Novidade
O Oenólogo Vinhas Velhas
Tinto
2021
Dão
Preços
Sócio
18,24 Gfa
109,44 Cx
Não Sócio
19,20 Gfa
115,20 Cx
Vendido em cx de 6 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
Cor vermelho opaco. Aroma fresco e complexo, frutos vermelhos com notas de especiarias. Na boca é encorpado, fresco e elegante. Final longo e persistente.
Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

16/18 ºC

Teor alcoólico: 

13.50%vol

Longevidade: 

10 a 12 anos

Harmonizações: 

  • Pratos de caça de pelo e penas |
  • Carnes assadas |
  • gastronomia regional (arroz de pato |
  • chanfana) e queijos curados.

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
Colheita manual para pequenas caixas de 12 kg. Vinificação em cubas de cimento com maceração pré e pós fermentativa. Fermentação espontânea com leveduras autóctones. Estágio de 18 meses em toneis de carvalho.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Alfrocheiro

Alvarelhão

Baga

Jaen

Tinta Carvalha

Tinta Pinheira

Touriga Nacional

Vinhas Velhas - Tintas

Dão

collapse

A zona do Dão situa-se na região da Beira Alta, no centro Norte de Portugal. As condições geográficas são excelentes para produção de vinhos: as serras do Caramulo, Montemuro, Buçaco e Estrela protegem as vinhas da influência de ventos. A região é extremamente montanhosa, contudo a altitude na zona sul é menos elevada. Os 20000 hectares de vinhas situam-se maioritariamente entre os 400 e 700 metros de altitude e desenvolvem-se em solos xistosos (na zona sul da região) ou graníticos de pouca profundidade. O clima no Dão sofre simultaneamente a influência do Atlântico e do Interior, por isso os Invernos são frios e chuvosos enquanto os Verões são quentes e secos.

Na Idade Média, a vinha foi essencialmente desenvolvida pelo clero, especialmente pelos monges de Cister. Era o clero que conhecia a maioria das práticas agrícolas e como exercia muita influência na população, conseguiu ocupar muitas terras com vinha e aumentar a produção vitícola. Todavia, foi a partir da segunda metade do século XIX, após as pragas do míldio e da filoxera, que a região conheceu um grande desenvolvimento. Em 1908, a área de produção de vinho foi delimitada, tornando-se na segunda região demarcada portuguesa.

O Dão é uma região com muitos produtores, onde cada um detém pequenas propriedades. Durante décadas, as uvas foram entregues às adegas cooperativas encarregadas da produção do vinho. O vinho era, posteriormente, vendido a retalho a grandes e médias empresas, que o engarrafavam e vendiam com as suas marcas. 

Com a entrada de Portugal na CEE (1986) houve necessidade de alterar o sistema de produção e comercialização dos vinhos do Dão. Grande parte das empresas de fora da região que adquiriam vinho às adegas cooperativas locais, iniciaram as suas explorações na região e compraram terras para cultivo de vinha. Por outro lado, as cooperativas iniciaram um processo de modernização das adegas e começaram a comercializar marcas próprias, enquanto pequenos produtores da região decidiram começar a produzir os seus vinhos. As vinhas passaram também por um processo de reestruturação com a aplicação de novas técnicas vinícolas e escolha de castas apropriadas para a região.

As vinhas são constituídas por uma grande diversidade de castas, entre as quais a Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz (nas variedades tintas) e Encruzado, Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho (nas variedades brancas). Os vinhos brancos são bastantes aromáticos, frutados e bastante equilibrados. Os tintos são bem encorpados, aromáticos e podem ganhar bastante complexidade após envelhecimento em garrafa.

 

Fonte: Infovini

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
Na cerimónia de entrega do Prémio Nobel de Enologia a Hellis Montaigne, foi um tal de André Huppert quem compareceu diante dos microfones e da incredulidade de milhões. O seu discurso começou e acabou assim: Majestades, senhoras e senhores, mundo do vinho. Antes de mais, quero confessar que é um privilégio estar aqui na vez do meu irmão Hellis, um homem justo, metódico e muito inteligente que doou a sua vida a causas tão nobres como o vinho, contra a adstringência da vida que teve. Tudo o contrário de mim. Somos gémeos, mas uma coisa que sempre odiei nele foi a extrema sensatez, coisa que, no limite, afecta as melhores qualidades de um vinho e de uma vida. E fui eu, por exemplo, quem lhe deu a ideia das Vinhas Velhas, no ano da graça de 1935. Fui eu quem lhe ofereceu o primeiro manual de enologia crítica, o primeiro compêndio de coragem para a vida, o primeiro impulso para que se tornasse assim, como hoje, infinito. Por isso, sem mim, o que seria dele? Nada, meus amigos. Um anjo, por si só, é incapaz da realidade de um vinho perfeito ou de assinar a sua própria obra. Por isso, sou eu, André Huppert, vagabundo literal, incendiário das horas mortas e aborrecidas, e não o meu irmão Hellis, quem recebe este prémio. A enologia é também uma ciência demoníaca. E eu trago o fogo para vos agradecer.

Casa da Passarella

collapse
A Casa da Passarella foi fundada em 1892, 16 anos antes da demarcação da região do Dão, em 1908. Localizada em Lagarinhos, na sub-região da Serra da Estrela, a uma altitude de 600 a 800m, é hoje uma das mais emblemáticas Casas produtoras de Portugal.
 
Nunca se saberá se foi o clima, se foi a terra. Se foi o talento das pessoas que por lá passaram e das suas apaixonantes histórias e personalidades. Ou se terá sido, pura e simplesmente, sorte. Aquela mesma sorte que fez com tudo isto se encontrasse, no mesmo lugar, na altura certa, como uma bênção de planetas alinhados, de Sol e chuva e da curiosidade dos homens.
 
Uma coisa porém é certa. Silenciosa e imponente, a velha montanha tem assistido ao nascimento de grandes vinhos naquele pedaço de terra do Dão que tem a seus pés. E se para ela um século e meio é quase nada, no tempo dos homens muita coisa aconteceu desde que a primeira vinha foi plantada e a primeira pedra da Casa foi colocada, algures pelas últimas décadas do século XIX. Atravessadas por tempos de guerra e paz, partidas e chegadas, esplendor e esquecimento, as terras da Passarella viram história a ser escrita - por muitos e talentosos autores, mas sempre com o seu sangue: o vinho.
 
A Casa da Passarella conta com sete vinhas (Vinha do Províncio, Vinha das Pedras Altas, Vinha Centenária Pai D'Aviz, Vinha do Quintal, Vinha das Dualhas, Vinha das Encumeadas e Vinha da Pedra do Gato). Estas sete vinhas da Passarella nasceram duma insólita mas antiquíssima combinação de fatores. De um lado, a irreverência dos humanos. Do outro, as leis vagarosas da natureza e da passagem do tempo - as “sete magníficas” poderiam muito bem ser as “sete sobreviventes”, como puros frutos que são da seleção natural.
 
Durante mais de um século, o uso e o desuso, as novas plantações e o abandono, as experiências e devaneios de grandes enólogos, temperadas pela paciente sabedoria popular, trouxeram-nos até aqui. Até este puzzle imperfeito de diferentes exposições, parcelas e castas que se completa em apenas 60 hectares.
 
Foi em 2008 com a aquisição por parte dos atuais proprietários, com um trabalho de vinicultura profundo e também com a recuperação do património edificado da propriedade, onde se inclui a adega, que o nome da Casa da Passarella voltaria a ser falado no mundo do vinho. Desde esta data que a enologia está a cargo de Paulo Nunes, responsável por mais de 200 referências e pontuações acima de 90% em revistas e por mais de 50 medalhas (sendo destas mais de 40 de ouro) da Casa.

 

www.casadapassarella.pt