Premiado
Selecção Fórum
Porto Alves de Sousa Vintage
Generoso
203
Porto
Preços
Sócio
71,25 Gfa
71,25 Cx
Não Sócio
75,00 Gfa
75,00 Cx
Vendido em cx de 1 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
  • Prémios
Cor rubi-violeta, retinto. Aroma intenso e complexo, frutos pretos maduros (amora preta compotada), bergamota, esteva, ginja. Na boca é muito intenso e elegante, confirma os aromas num conjunto com grande estrutura, muito frutado, e com taninos poderosos muito bem integrados. Final longo e intenso.

Medalha de Ouro Fórum de Enólogos (Novembro 2025)

96 pts – Jornal Público (Dezembro 2025)

Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

14ºC

Teor alcoólico: 

19.50%vol

Longevidade: 

Mais de 50 anos

Harmonizações: 

  • Sobremesas à base frutos vermelhos |
  • chocolate negro e queijos fortes.

Situações de consumo: 

Sobremesas
Observações de consumo: 
Aconselha-se o consumo no próprio dia, não devendo ultrapassar os 3 dias. Beneficia se decantado 60 minutos antes de ser servido.
Vinificação: 
Colheita manual. Fermentação muito lenta com leveduras indígenas a baixa temperatura em “micro-lagar” com pisa mecânica costumizada. Fortificado naturalmente com aguardente vínica neutra. Estágio de 2 anos em ovo de cimento.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Sousão

Touriga Franca

Touriga Nacional

Porto

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O "Vinho do Porto" distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende uma riqueza e intensidade de aromas incomparáveis e uma persistência muito elevada, quer de aromas, quer de sabor, para além de um teor alcoólico elevado (geralmente entre os 19 e os 22% vol.), numa vasta gama de "doçuras" e grande diversidade de cores.

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
Final dos Anos 80. Domingos Alves de Sousa, 4ª geração de viticultores do Douro a fazer vinhos generosos provenientes das suas Quintas para prestigiadas companhias de Vinho do Porto, torna-se num dos pioneiros dos então novos vinhos do Douro. A partir daqui a história é já conhecida: “Produtor do ano” por duas vezes pela prestigiada Revista de Vinhos e um reconhecimento internacional, fruto de um percurso que aliou a qualidade dos vinhos a uma grande dedicação pessoal, e um importante contributo para a imagem e prestígio do Douro Presente. Mas, as raízes nas terras do xisto são profundas. O Porto jamais foi esquecido. Antes aprofundado, estudado e experimentado. Ensinamentos, na procura da melhor expressão das vinhas da família nas várias categorias de Vinhos do Porto. Actualmente, a família Alves de Sousa orgulha-se em apresentar uma distinta linha de Portos, que reflectem todo o trabalho, atenção e profundo respeito pelo Vinho do Porto, com o toque sempre pessoal de Alves de Sousa. O Alves de Sousa Porto Vintage reúne as uvas de duas das melhores vinhas da família, combinando a concentração da Quinta da Oliveirinha no Cima Corgo com a elegância da Quinta da Gaivosa no Baixo Corgo. Resulta um vinho com grande carácter, estrutura e capacidade de guarda mas também com um grande equilíbrio.

Alves de Sousa

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A produção de vinhos é uma tradição familiar para Domingos Alves de Sousa: o seu pai (Edmundo Alves de Sousa) e avô (Domingos Alves de Sousa) tinham já sido vitivinicultores do Douro. Mas Domingos Alves de Sousa abraçou a princípio uma outra carreira. Tendo-se licenciado em Engenharia Civil, não resistiu porém ao duplo apelo (da terra e do sangue), e abandonou a sua actividade em 1987 para se dedicar em exclusivo à exploração das quintas que lhe couberam em herança e a outras que posteriormente adquiriu, nas quais tem vindo a executar um trabalho modelar de emparcelamento e de reestruturação das vinhas. A evolução da sua actividade vitivinícola reveste-se de aspectos interessantes, quase paradigmáticos e merece um pouco de história.

Durante muito tempo foi fornecedor das conhecidas e prestigiadas companhias Casa Ferreirinha e Sociedade dos Vinhos Borges. Mas os problemas que afectaram o sector nos finais da década de 80, que tiveram como consequência um aumento exagerado dos custos de produção, e em especial a catastrófica colheita de 1988, levaram-no a questionar a rentabilidade das suas explorações.

E foi esse questionar o ponto de viragem.

Tal como muitos outros viticultores durienses, afectados pela recessão em que a Região Demarcada se debatia, voltou-se para a valorização das "sobras" do Vinho do Porto, ou seja, o vinho de pasto do Douro, até então tradicionalmente subalternizado em relação ao vinho generoso.

Claro que esta mudança radical de atitude exigia mais do que simples boa vontade e desejo de vencer: exigia formação técnica e profissional. Frequentou assim cursos de viticultura e enologia em Portugal e França (Bordéus) e, munido desse lastro e reunindo uma equipa devidamente qualificada, lançou mãos à obra na reestruturação das suas vinhas decidido a trilhar o seu próprio caminho de produtor-engarrafador, construindo na sua Quinta da Gaivosa a adega onde daí em diante vinificaria a produção das uvas provenientes das suas 5 Quintas.

Efectuadas algumas experiências com diversas castas, seleccionou as que se revelaram mais aptas a produzir os melhores vinhos de Denominação de Origem Douro, e com elas produziu e lançou no mercado, em meados de 1992, aquele que seria o seu primeiro vinho: o Quinta do Vale da Raposa branco 1991, que desde logo cativou os apreciadores e mereceu as melhores referências. Era o início de um percurso recheado de sucessos que se arrastou até aos dias de hoje, e de que amanhã concerteza ainda iremos ouvir falar.

A qualidade do seus vinhos tem vindo desde então a ser reconhecida através de distinções e referências em revistas da especialidade, destacando-se a atribuição do prémio "Produtor do ano" em 1999 pela prestigiada Revista de Vinhos.