Novidade
Premiado
Quinta da Biaia Fonte da Vila Single Vineyard
Branco
2019
Beiras
Preços
Sócio
39,90 Gfa
39,90 Cx
Não Sócio
42,00 Gfa
42,00 Cx
Vendido em cx de 1 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
  • Prémios
Cor citrino brilhante. Aroma complexo, elegante e preciso, boas notas do estágio (pólvora, frutos secos, trufas) notas de laranja. Na boca é mineral, fresco e cremoso, com uma acidez vibrante, confirmando as notas aromáticas. Final longo e persistente
Medalha de Ouro – Fórum de Enólogos Julho 2026
Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

10/12ºC

Teor alcoólico: 

13.00%vol

Longevidade: 

10 a 15 anos

Harmonizações: 

  • Peixes Gordos Assados |
  • carnes brancas assadas |
  • Caça de penas |
  • Queijos fortes.

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
Colheita manual com seleção para caixas de 20 kg. Prensagem do cacho inteiro em prensa pneumática. Fermentação em cubas de Inox. Estágio de 30 meses sobre as borras finas em barricas de Carvalho francês. Estágio em garrafa durante 4 meses.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Síria

Beiras

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A região vitivinícola das Beiras ocupa toda a faixa central do território português; estende-se, no sentido longitudinal, desde o Oceano Atlântico até Espanha, fazendo fronteira a norte com as indicações geográficas Minho e Duriense e a sul com as indicações geográficas Lisboa, Tejo e Alentejano, razão pela qual, apresenta uma grande diversidade de condições edafoclimáticas.

Factores como a maior ou menor proximidade do oceano Atlântico, a influência dos vários acidentes orográficos ou ainda, as diferenças de solos existentes, contribuem para que os vinhos produzidos nesta região apresentem características bem diferenciadas, o que justifica o reconhecimento de três sub-regiões para a produção do vinho regional: "Beira Litoral", "Beira Alta" e "Terras de Sicó".

Oriundo de um território mais vasto do que a globalidade das áreas das denominações de origem Bairrada, Beira Interior, Dão, Lafões e Távora-Varosa que coexistem nesse mesmo espaço, os vinhos com indicação geográfica ou vinhos regionais Beiras resultam, não só dessa maior vastidão territorial, como de uma maior liberdade na vinificação, como por exemplo, de um maior número de castas ao dispor ou do teor alcoólico mínimo permitido.

Nas sub-regiões da Beira Litoral e Terras de Sicó predominam a casta branca Fernão-Pires (aqui designada por "Maria-Gomes") e a casta tinta Baga; na sub-região da Beira Alta, predominam nas brancas, a Bical, Encruzado e Malvasia-Fina e nas tintas, Alfrocheiro, Jaen, Tinta-Roriz e Touriga-Nacional; por sua vez, na região de Lafões, predominam nas brancas o Arinto, Cercial e Rabo-de-Ovelha e nas tintas Amaral e Jaen enquanto que na região de Távora-Varosa, para além da Malvasia-Fina, Cercial, Gouveio e Chardonnay em brancas, também a Tinta-Barroca, Touriga-Francesa, Touriga-Nacional, Tinta-Roriz e Pinot-Noir nas tintas .

Por ser uma região de grandes contrastes, existem motivos de escolha praticamente intermináveis que fazem desta região das Beiras uma das regiões com mais possibilidades de turismo para todos os gostos, desde as praias ensolaradas à neve, das planícies às montanhas, dos locais a transbordar de história à natureza bruta, quase intocada, sem esquecer as calmas águas das termas medicinais e os desportos radicais, onde todos poderão encontrar pontos de interesse insuperáveis nesta região.

 

Fonte: Instituto da Vinha e do Vinho, I.P.

Quinta da Biaia

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O nome Biaia tem uma origem profundamente enraizada na história local e familiar. Ele remonta a D. Beatriz Sousa Lopes, uma aristocrata de uma tradicional família do século XVII da região. D. Beatriz era carinhosamente chamada de Biaia, um apelido que acabou por dar nome à propriedade, simbolizando a ligação da quinta com a nobreza e as raízes históricas da região.

A história da Quinta da Biaia também se entrelaça com a de Pedro Jacques de Magalhães, herói da Batalha de Castelo Rodrigo, travada em 1643, a única batalha vitoriosa, a norte do Tejo, da Restauração de Portugal. A família de D. Beatriz teve uma relação muito relevante com a família de Pedro Jacques de Magalhães, criando um laço histórico entre a quinta e a memória dessa importante vitória na luta pela independência de Portugal.

Assim, a Quinta da Biaia não é apenas um símbolo de excelência vitivinícola, mas também um elo com a história e as tradições da Beira Interior, onde a presença dos monges de Cister, a nobreza local e os heróis da Restauração se entrelaçam, enriquecendo a identidade da propriedade. Hoje, a quinta continua a ser um exemplo de respeito pelas suas origens, ao mesmo tempo que se dedica à viticultura biológica e à preservação da biodiversidade local, mantendo vivo o legado de várias gerações.

A Quinta da Biaia possui uma tradição vitivinícola que remonta à presença dos monges de Cister na região, que, desde os tempos medievais, estabeleceram um legado agrícola e vinícola na área. O mosteiro de Cister, localizado a apenas 2000 metros da propriedade, teve um papel fundamental no desenvolvimento das práticas vitícolas na Beira Interior, cultivando as bases para a tradição vinícola que ainda hoje é preservada na Quinta da Biaia.

As famílias proprietárias da Quinta da Biaia possuem uma tradição secular na região, transmitindo de geração em geração o conhecimento profundo sobre as especificidades do terroir da Beira Interior e as suas culturas tradicionais. Essa ligação com a terra e o legado familiar garantem que a produção de vinhos seja feita de maneira responsável e com um compromisso contínuo pela qualidade.

Essa herança histórica, aliada à produção de vinhos de qualidade e à diversidade de práticas agrícolas sustentáveis, torna a Quinta da Biaia um lugar único, que reflete a verdadeira essência da região de Castelo Rodrigo e da Beira Interior.