Premiado
Selecção Fórum
Quinta da Oliveirinha Grande Reserva
Tinto
2022
Douro
Preços
Sócio
25,65 Gfa
76,95 Cx
Não Sócio
27,00 Gfa
81,00 Cx
Vendido em cx de 3 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
  • Prémios
Cor rubi intensa e profunda. Aroma intenso e complexo, frutos vermelhos, leve fumado, pimenta preta, ginja, caramelo. Na boca é complexo, boa estrutura e acidez, taninos polidos, especiarias, chocolate negro. Final longo e firme, com grande personalidade.

Medalha de Ouro – Fórum de Enólogos (Novembro 2025)

91 pts – Robert Parker Wine Advocate (Abril 2026)

Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

16/17ºC

Teor alcoólico: 

14.50%vol

Longevidade: 

15 a 20 anos

Harmonizações: 

  • Pratos de carnes intensas (vaca ou cabrito).

Situações de consumo: 

Com a refeição
Observações de consumo: 
Beneficia decantado 20 minutos antes de servir.
Vinificação: 
Vindima manual. Desengace total. Fermentação com controlo de temperatura durante 7 dias e 7 dias de contacto pelicular. Estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês (50% de 2ºano, 25% de 3º ano, 25% novas).
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Tinta Amarela

Touriga Franca

Touriga Nacional

Vinhas Velhas - Tintas

Douro

collapse

Durante a ocupação romana já se cultivava a vinha e se fazia vinho nos vales do Alto Douro. A história da região é simultaneamente fascinante e cruel, desde os tempos imemoriais em que o Douro era sobretudo esforço e violência, que foi amansando e evoluindo, permitindo-nos desfrutar de uma das mais espantosas "paisagem cultural, evolutiva e viva" do país, actualmente reconhecida como Património Mundial pela UNESCO.

De salientar também o facto de ter sido a primeira região demarcada e regulamentada do mundo, aquando da criação pelo Marquês de Pombal, da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 1756.

A região, rica em microclimas como consequência da sua acidentada orografia, divide-se em três sub-regiões - Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, produzindo-se em cada uma delas vinhos de qualidade brancos, tintos e rosados, vinhos espumantes, licorosos e ainda aguardentes de vinho com especificidades próprias.

Da globalidade do volume de vinho produzido na Região Demarcada do Douro, cerca de 50% é destinada à produção de "Vinho do Porto", enquanto que o restante volume é destinado à produção de vinhos de grande qualidade que utilizam a denominação de origem controlada "Douro" ou "Vinho do Douro".

Merece também destaque o Vinho Regional Duriense cuja região de produção é coincidente com a Região Demarcada do Douro.

Fonte: Instituto da Vinha e do Vinho, I.P.

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
Localizada no “coração” do Vale do Douro, na margem direita do rio e com um potencial natural e histórico para fazer grandes Portos (as suas vinhas detêm a mais alta das classificações de qualidade da região - "Letra A"), a Quinta da Oliveirinha é agora reinterpretada como uma coleção de vinhos do Douro, com o toque sempre pessoal da família Alves de Sousa. O Grande Reserva tinto exprime todo o carácter e complexidade das vinhas velhas do Douro. 2022 foi um ano quente e marcado por uma seca extrema, chovendo menos de metade do que seria normal, tornando-se no ano mais seco desde que existem registos na região. A quantidade ressentiu-se mas por outro lado a pressão de doenças foi naturalmente baixa, resultando uvas em perfeito estado sanitário. A seca trouxe algum avanço na maturação mas também alguma heterogeneidade, com algumas castas a ressentirem-se e outras a mostrarem um potencial suplementar para fazer face aos desafios climáticos. A ajuda final caiu literalmente do céu, com uma chuva generosa a 13 de Setembro que, com o intervalo devido, reequilibrou a composição dos bagos e permitiu uma recuperação e regularização das maturações. Resultaram vinhos extremamente elegantes e com grande pureza de fruta.

Alves de Sousa

collapse

A produção de vinhos é uma tradição familiar para Domingos Alves de Sousa: o seu pai (Edmundo Alves de Sousa) e avô (Domingos Alves de Sousa) tinham já sido vitivinicultores do Douro. Mas Domingos Alves de Sousa abraçou a princípio uma outra carreira. Tendo-se licenciado em Engenharia Civil, não resistiu porém ao duplo apelo (da terra e do sangue), e abandonou a sua actividade em 1987 para se dedicar em exclusivo à exploração das quintas que lhe couberam em herança e a outras que posteriormente adquiriu, nas quais tem vindo a executar um trabalho modelar de emparcelamento e de reestruturação das vinhas. A evolução da sua actividade vitivinícola reveste-se de aspectos interessantes, quase paradigmáticos e merece um pouco de história.

Durante muito tempo foi fornecedor das conhecidas e prestigiadas companhias Casa Ferreirinha e Sociedade dos Vinhos Borges. Mas os problemas que afectaram o sector nos finais da década de 80, que tiveram como consequência um aumento exagerado dos custos de produção, e em especial a catastrófica colheita de 1988, levaram-no a questionar a rentabilidade das suas explorações.

E foi esse questionar o ponto de viragem.

Tal como muitos outros viticultores durienses, afectados pela recessão em que a Região Demarcada se debatia, voltou-se para a valorização das "sobras" do Vinho do Porto, ou seja, o vinho de pasto do Douro, até então tradicionalmente subalternizado em relação ao vinho generoso.

Claro que esta mudança radical de atitude exigia mais do que simples boa vontade e desejo de vencer: exigia formação técnica e profissional. Frequentou assim cursos de viticultura e enologia em Portugal e França (Bordéus) e, munido desse lastro e reunindo uma equipa devidamente qualificada, lançou mãos à obra na reestruturação das suas vinhas decidido a trilhar o seu próprio caminho de produtor-engarrafador, construindo na sua Quinta da Gaivosa a adega onde daí em diante vinificaria a produção das uvas provenientes das suas 5 Quintas.

Efectuadas algumas experiências com diversas castas, seleccionou as que se revelaram mais aptas a produzir os melhores vinhos de Denominação de Origem Douro, e com elas produziu e lançou no mercado, em meados de 1992, aquele que seria o seu primeiro vinho: o Quinta do Vale da Raposa branco 1991, que desde logo cativou os apreciadores e mereceu as melhores referências. Era o início de um percurso recheado de sucessos que se arrastou até aos dias de hoje, e de que amanhã concerteza ainda iremos ouvir falar.

A qualidade do seus vinhos tem vindo desde então a ser reconhecida através de distinções e referências em revistas da especialidade, destacando-se a atribuição do prémio "Produtor do ano" em 1999 pela prestigiada Revista de Vinhos.