Novidade
Premiado
Gaivosa Primeiros Anos
Tinto
2023
Douro
Preços
Sócio
16,63 Gfa
48,89 Cx
Não Sócio
17,50 Gfa
52,50 Cx
Vendido em cx de 3 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
  • Prémios
Cor rubi intensa e profunda. Aroma intenso e complexo, notas de frutos de bosque, ervas finas, ameixa preta, hibisco e um leve toque de chocolate negro. Na boca é envolvente e elegante, fresco com taninos finos. Final longo e persistente.
92 pts – Robert Parker
Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

16/17ºC

Teor alcoólico: 

14.00%vol

Longevidade: 

15 a 20 anos

Harmonizações: 

  • Pratos de carnes brancas |
  • Caça de penas |
  • carnes brancas assadas |
  • Peixes Gordos Assados |
  • pratos com cogumelos (massas |
  • risotto) e queijos de meia cura.

Situações de consumo: 

Com a refeição
Observações de consumo: 
Beneficia se decantado 20 m antes de servir.
Vinificação: 
Vindima manual. Desengace total. Fermentação com controlo de temperatura durante 7 dias e 7 dias de contacto pelicular. Estágio de 15 meses em barricas de carvalho francês e português de 2º e 3º ano.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Field Blend

Tinta Amarela

Touriga Franca

Touriga Nacional

Douro

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Durante a ocupação romana já se cultivava a vinha e se fazia vinho nos vales do Alto Douro. A história da região é simultaneamente fascinante e cruel, desde os tempos imemoriais em que o Douro era sobretudo esforço e violência, que foi amansando e evoluindo, permitindo-nos desfrutar de uma das mais espantosas "paisagem cultural, evolutiva e viva" do país, actualmente reconhecida como Património Mundial pela UNESCO.

De salientar também o facto de ter sido a primeira região demarcada e regulamentada do mundo, aquando da criação pelo Marquês de Pombal, da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 1756.

A região, rica em microclimas como consequência da sua acidentada orografia, divide-se em três sub-regiões - Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, produzindo-se em cada uma delas vinhos de qualidade brancos, tintos e rosados, vinhos espumantes, licorosos e ainda aguardentes de vinho com especificidades próprias.

Da globalidade do volume de vinho produzido na Região Demarcada do Douro, cerca de 50% é destinada à produção de "Vinho do Porto", enquanto que o restante volume é destinado à produção de vinhos de grande qualidade que utilizam a denominação de origem controlada "Douro" ou "Vinho do Douro".

Merece também destaque o Vinho Regional Duriense cuja região de produção é coincidente com a Região Demarcada do Douro.

Fonte: Instituto da Vinha e do Vinho, I.P.

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
O futuro dos vinhos da Quinta da Gaivosa continua a desenhar-se nas suas vinhas. O Primeiros Anos representa um desses passos. De vinhas recentemente replantadas, recorreu-se a todo um conjunto de criteriosos e inovadores meios técnicos, mas com um respeito profundo pelos ensinamentos das vinhas velhas e uma vontade de aprofundar cada vez mais o seu “terroir”. Estes são os seus primeiros frutos. As primeiras promessas do que as novas vinhas da Gaivosa para o futuro nos reservam. 2023 teve um inverno quente e chuvoso, implicando atenção redobrada em termos de controlo fitossanitário, seguido de um início de Primavera igualmente quente, mas particularmente seca. Nascença mais generosa em termos de número de cachos do que a registada nos últimos anos. Seguiu-se um início de Verão relativamente ameno, com algumas chuvas, permitindo nesta fase uma maturação bastante equilibrada. A mudança ocorre a 20 de Agosto com uma vaga de calor que acelera subitamente as maturações e provocando nalguns casos alguma desidratação nos bagos. Os sinos da vindima soaram de imediato. Foi necessária alguma atenção em relação ao estado sanitário, particularmente após a chuva ocorrida em meados de Setembro, mas os resultados são extremamente promissores, com os vinhos a mostrarem uma fruta muito bonita, intensidade e profundidade.

Alves de Sousa

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A produção de vinhos é uma tradição familiar para Domingos Alves de Sousa: o seu pai (Edmundo Alves de Sousa) e avô (Domingos Alves de Sousa) tinham já sido vitivinicultores do Douro. Mas Domingos Alves de Sousa abraçou a princípio uma outra carreira. Tendo-se licenciado em Engenharia Civil, não resistiu porém ao duplo apelo (da terra e do sangue), e abandonou a sua actividade em 1987 para se dedicar em exclusivo à exploração das quintas que lhe couberam em herança e a outras que posteriormente adquiriu, nas quais tem vindo a executar um trabalho modelar de emparcelamento e de reestruturação das vinhas. A evolução da sua actividade vitivinícola reveste-se de aspectos interessantes, quase paradigmáticos e merece um pouco de história.

Durante muito tempo foi fornecedor das conhecidas e prestigiadas companhias Casa Ferreirinha e Sociedade dos Vinhos Borges. Mas os problemas que afectaram o sector nos finais da década de 80, que tiveram como consequência um aumento exagerado dos custos de produção, e em especial a catastrófica colheita de 1988, levaram-no a questionar a rentabilidade das suas explorações.

E foi esse questionar o ponto de viragem.

Tal como muitos outros viticultores durienses, afectados pela recessão em que a Região Demarcada se debatia, voltou-se para a valorização das "sobras" do Vinho do Porto, ou seja, o vinho de pasto do Douro, até então tradicionalmente subalternizado em relação ao vinho generoso.

Claro que esta mudança radical de atitude exigia mais do que simples boa vontade e desejo de vencer: exigia formação técnica e profissional. Frequentou assim cursos de viticultura e enologia em Portugal e França (Bordéus) e, munido desse lastro e reunindo uma equipa devidamente qualificada, lançou mãos à obra na reestruturação das suas vinhas decidido a trilhar o seu próprio caminho de produtor-engarrafador, construindo na sua Quinta da Gaivosa a adega onde daí em diante vinificaria a produção das uvas provenientes das suas 5 Quintas.

Efectuadas algumas experiências com diversas castas, seleccionou as que se revelaram mais aptas a produzir os melhores vinhos de Denominação de Origem Douro, e com elas produziu e lançou no mercado, em meados de 1992, aquele que seria o seu primeiro vinho: o Quinta do Vale da Raposa branco 1991, que desde logo cativou os apreciadores e mereceu as melhores referências. Era o início de um percurso recheado de sucessos que se arrastou até aos dias de hoje, e de que amanhã concerteza ainda iremos ouvir falar.

A qualidade do seus vinhos tem vindo desde então a ser reconhecida através de distinções e referências em revistas da especialidade, destacando-se a atribuição do prémio "Produtor do ano" em 1999 pela prestigiada Revista de Vinhos.