Covela Reserva Magnum tinto
Tinto
2012
Minho
Preços
Preço
59,00 Gfa
59,00 Cx
Oportunidade
54,50 Gfa
54,50 Cx
Vendido em cx de 1 gfa x (1,5l)
  • Notas de prova

Cor rubi escuro e intenso. Aroma expressivo e complexo, fruta vermelha madura, espinheiro, cedro e fortes notas de especiarias. Na boca é sedoso, elegante e muito equilibrado. Final muito longo.

Designação Oficial: 
Regional

Temperatura de Serviço: 

17/18ºC

Teor alcoólico: 

13.50%vol

Longevidade: 

12 a 15 anos

Harmonizações: 

  • Carne vermelha |
  • Caça |
  • Cozinha regional portuguesa

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
Vindima manual, organizada por parcelas de vinha para assegurar colheita no momento certo. Transporte de uvas em caixas pequenas para evitar o esmagamento. Maceração pelicular a frio. Fermentação com suaves remontagens diárias. Maceração pós-fermentativa. Estágio em cascos de carvalho francês durante 17 meses.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Cabernet Sauvignon

Merlot

Touriga Nacional

Minho

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A região dos Vinhos Verdes/Minho é a maior zona vitícola portuguesa e situa-se no noroeste do país, coincidindo com a região não vitícola designada por Entre Douro e Minho. A região é rica em recursos hidrográficos, sendo limitada a norte pelo Rio Minho e pelo Oceano Atlântico a oeste. No interior da região predominam as serras, sendo a mais elevada a Serra da Peneda com 1373 m.

A flagrante tipicidade e originalidade destes vinhos é o resultado, por um lado, das características do solo, clima e factores sócio-económicos da Região dos Vinhos Verdes, e, por outro, das peculiaridades das castas autóctones da região e das formas de cultivo da vinha. Destes factores resulta um vinho naturalmente leve e fresco, diferente dos restantes vinhos do mundo.

Foi no Noroeste, no coração mais povoado de Portugal desde os tempos asturo-leoneses, que a densa população cedo se espalhou pelas leiras de uma terra muito retalhada. 

A partir do século XII existem já muitas referências à cultura da vinha cujo incremento partiu da iniciativa das corporações religiosas a par da contribuição decisiva da Coroa. 

A viticultura terá permanecido incipiente até aos séculos XII-XIII, altura em que o vinho entrou definitivamente nos hábitos das populações do Entre-Douro-e-Minho. A própria expansão demográfica e económica, a intensificação da mercantilização da agricultura e a crescente circulação de moeda, fizeram do vinho uma importante e indispensável fonte de rendimento. 

Embora a sua exportação fosse ainda muito limitada, a história revela-nos, no entanto, que terão sido os «Vinhos Verdes» os primeiros vinhos portugueses conhecidos nos mercados europeus (Inglaterra, Flandres e Alemanha), principalmente os da região de Monção e da Ribeira de Lima. 

No século XIX, as reformas institucionais, abrindo caminho a uma maior liberdade comercial, a par da revolução dos transportes e comunicações, irão alterar, definitivamente, o quadro da viticultura regional. 

A orientação para a qualidade e a regulamentação da produção e comércio do «Vinho Verde» surgiriam no início do século XX, tendo a Carta de Lei de 18 de Setembro de 1908 e o Decreto de 1 de Outubro do mesmo ano, demarcado pela primeira vez a «Região dos Vinhos Verdes». 

Questões de ordem cultural, tipos de vinho, encepamentos e modos de condução das vinhas obrigariam à divisão da Região Demarcada em seis sub-regiões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel. 

No entanto, o texto da Carta de Lei de 1908 apenas é regulamentado no ano de 1926 através do Decreto n.º 12.866, o qual veio estabelecer o regulamento da produção e comércio do «Vinho Verde», consagrando o estatuto próprio da «Região Demarcada, definindo os seus limites geográficos, caracterizando os seus vinhos, e criando a «Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes» instituida para o pôr em execução. Posteriormente, em 1929, o referido regulamento viria a ser objecto de reajustamento através do Decreto n.º 16.684. 

Motivo de grande significado à escala mundial, foi a aceitação do relatório de reinvindicação da Denominação de Origem «Vinho Verde», apresentado ao OIV - Office International de la Vigne et du Vin -, em Paris (1949), e posteriormente, o reconhecimento do registo internacional desta Denominação de Origem pela OMPI - Organização Mundial da Propriedade Intelectual, em genebra (1973). 

O reconhecimento da Denominação de Origem veio assim conferir, à luz do direito internacional, a exclusividade do uso da designação «Vinho Verde» a um vinho com características únicas, devidas essencialmente ao meio geográfico, tendo em conta os factores naturais e humanos que estão na sua origem. 

Em 1959, o Decreto n.º 42.590, de 16 de Outubro, cria o selo de garantia como medida de salvaguarda da origem e qualidade do «Vinho Verde», e o Decreto n.º 43.067, de 12 de Julho de 1960, publica o respectivo regulamento. 

Outro marco de extraordinária importância, foi o reconhecimento de um estatuto próprio para as aguardentes vínicas e bagaceiras produzidas nesta Região Demarcada (Decreto-Lei 39/84 de 2 de Fevereiro), o que viria contribuir para a diversificação de produtos vínicos de qualidade produzidos nesta Região. 

Como consequência da entrada de Portugal na Comunidade Europeia, é promulgada, em 1985, a Lei-Quadro das Regiões Demarcadas, que determinaria a reformulação da estrutura orgânica da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes. 

Finalmente, em 1992, é aprovado o novo estatuto pelo Decreto-Lei nº 10/92, de 3 de Fevereiro. Recentemente, foi efectuada uma actualização pelo Decreto-Lei nº 263/99, de 14 de Julho, quanto a diversas disposições relativas à produção e ao comércio da denominação de origem "Vinho Verde".

Fonte: Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
Um lote de Touriga Nacional com Cabernet Sauvignon e Merlot que revela a frescura típica do terroir da Quinta de Covela. Cheio de vida. Puro e muito elegante. A Quinta de Covela pratica agricultura biológica em solos graníticos que formam um anfiteatro natural virado a sul. Um cenário de terraços plantados a baixa altitude na margem direita do rio Douro na zona austral da Região dos Vinhos Verdes (Minho). Inverno frio e verão quente e seco – na fronteira entre o clima continental do vale do Douro e a influência marítima do Douro Litoral.

Lima & Smith

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Proprietária da Quinta de Covela, da marca de vinhos Tecedeiras e produtor dos vinhos da Fundação Eça de Queiroz, a empresa Lima Smith tem como fundadores dois investidores estrangeiros, Marcelo Lima, brasileiro, e Tony Smith, britânico. Apaixonados pela região e confiantes no potencial dos vinhos portugueses, os dois empresários criaram uma empresa produtora de vinhos de qualidade com raízes lusas mas com forte capacidade de internacionalização.
Lima e Smith começaram por adquirir, em junho de 2011, a Quinta de Covela, uma propriedade debruçada sobre o rio Douro, nas terras graníticas que ficam na transição entre o Douro e o Minho (na sub-região de Baião no D.O.C. dos Vinhos Verdes), dando-lhe nova vida, através da readmissão da antiga equipa de enologia, da renovação da adega e de outros espaços da quinta e da recuperação de vinhas. Fruto do trabalho e do investimento efetuado, dois anos depois, em 2013, surgiram os primeiros vinhos Covela, o Escolha Branco 2012, o Edição Nacional Branco 2012 (o primeiro vinho verde desta propriedade) e o Covela Escolha Tinto 2012. Da autoria do enólogo Rui Cunha, envolvido no projeto Covela desde o princípio, os vinhos Covela têm sido objeto de boas críticas, sendo que os brancos de 2012 esgotaram poucos meses após o seu lançamento. Em 2013, a Lima Smith foi premiada como viticultor do ano pela Revista de Vinhos pelo trabalho feito na Quinta de Covela.
Visando alargar o portefólio do grupo, a Lima Smith ainda adquiriu, em agosto de 2013, a marca Tecedeiras e um contrato de aluguel de longa duração, ao grupo Global Wine/Dão Sul. Os primeiros vinhos e azeites Tecedeiras com uma nova imagem de marca saíram em 2014.
A partir de 2018, a Lima Smith começou a produzir o vinho Tormes, um vinho verde clássico, para a Fundação Eça de Queiroz, museu dedicado ao diplomata e prolífico autor português do Sec. XIX.
 

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