Novidade
Premiado
Selecção Fórum
Quinta de Ventozelo Loci
Tinto
2020
Douro
Cima Corgo
Preços
Sócio
23,75 Gfa
71,25 Cx
Não Sócio
25,00 Gfa
75,00 Cx
Vendido em cx de 3 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
  • Prémios

Cor rubi intenso. Aroma de frutos vermelhos maduros, especialmente ameixa e framboesa, com um ligeiro toque vegetal que lhe confere frescura, intensidade e alguma complexidade. De nota os aromas finos e suaves da Tinta Amarela. Na boca é equilibrado e saboroso, com taninos suaves. Final harmonioso e elegante.

Medalha de Ouro - Fórum de Enólogos 2022
92 pontos – Fugas, Público Novembro 2022
Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

16 a 18ºC

Teor alcoólico: 

14.50%vol

Longevidade: 

10 a 12 anos

Harmonizações: 

  • pratos da cozinha tradicional duriense |
  • pratos condimentados e caça

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
Vindima manual, receção das uvas na adega, na linha especial, com desengace total e escolha manual de cachos e posteriormente “bago a bago” por uma máquina de seleção ótica. Vinificação em lagar, com maceração pré-fermentativa e controlo de temperatura. Estágio de 12 meses em barricas de 300 e 500 litros de carvalho francês de segundo e terceiro ano, das tanoarias Baron, Radoux e Seguin Moreau. Estagio de 8 meses em garrafa.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Sousão

Tinta Amarela

Tinta Roriz

Tinto Cão

Touriga Nacional

Douro

collapse

Durante a ocupação romana já se cultivava a vinha e se fazia vinho nos vales do Alto Douro. A história da região é simultaneamente fascinante e cruel, desde os tempos imemoriais em que o Douro era sobretudo esforço e violência, que foi amansando e evoluindo, permitindo-nos desfrutar de uma das mais espantosas "paisagem cultural, evolutiva e viva" do país, actualmente reconhecida como Património Mundial pela UNESCO.

De salientar também o facto de ter sido a primeira região demarcada e regulamentada do mundo, aquando da criação pelo Marquês de Pombal, da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 1756.

A região, rica em microclimas como consequência da sua acidentada orografia, divide-se em três sub-regiões - Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, produzindo-se em cada uma delas vinhos de qualidade brancos, tintos e rosados, vinhos espumantes, licorosos e ainda aguardentes de vinho com especificidades próprias.

Da globalidade do volume de vinho produzido na Região Demarcada do Douro, cerca de 50% é destinada à produção de "Vinho do Porto", enquanto que o restante volume é destinado à produção de vinhos de grande qualidade que utilizam a denominação de origem controlada "Douro" ou "Vinho do Douro".

Merece também destaque o Vinho Regional Duriense cuja região de produção é coincidente com a Região Demarcada do Douro.

Fonte: Instituto da Vinha e do Vinho, I.P.

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
Os lugares [LOCI (plural de locus, lugar em latim)] de Ventozelo impõem-se aos olhos. Conhecê-los, pressupõe saber que histórias contam. Este vinho esprime toda a complexidade dos genius loci (a alma dos lugares) de Ventozelo. Com cinco castas de oito diferentes vinhas, o resultado é um vinho cheio de personalidade. 2020 foi considerado de uma forma geral um ano quente e seco, exigiu acompanhamento e cuidados constantes durante todo o ciclo vegetativo. O primeiro desafio ocorreu graças à Primavera quente e com precipitação, que contribuiu para aparecimento de doenças. A menor fertilidade, e consequentemente menor número de cachos, resultou numa produção significativamente inferior às produções de anos anteriores. O calor excessivo no verão contribuiu igualmente para este baixo rendimento. Um ano caracterizado por uma vindima curta, que ocorreu sobre condições normais de precipitação. Apesar de todos os desafios, os vinhos demonstram uma incrível concentração e níveis de acidez e álcool bastante equilibrados.

Quinta de Ventozelo

collapse

Das mais antigas e enigmáticas Quintas do Douro, a Quinta de Ventozelo é mais do que um lugar cheio de História. É um santuário natural que oferece uma experiência única em todos os sentidos. No passado as suas terras foram cultivada pelos Monges de Cister, com registos já desde 1288. Mas é em 1500 que os Fidalgos da Quinta do Poço a adquiriram e a fundaram como Quinta. Ao longo dos anos, diferentes mãos foram moldando estas terras. Passaram da cultura cerealífera à vinha, mantendo as hortícolas e a extensa mata mediterrânica que cobre as suas encostas.

Situada na margem esquerda do Douro, ao chegar a Ervedosa, a Quinta de Ventozelo é das mais bonitas e impressionantes da região. Este vasto anfiteatro sobre o rio são “as portas do silêncio do Douro”, onde o tempo parece correr mais devagar. A tranquilidade e a ligação plena à Natureza são o valor intangível principal desta Quinta.

As condições excecionais de solo e clima de Ventozelo propiciam uma vitivinicultura de excelência. De entre todas as espécies e culturas que aqui coabitam, esta é a que predomina. Os cerca de 200 hectares, com mais de um milhão de videiras plantadas, estendem-se desde a margem do Douro, a cerca de 130 metros, até ao alto da quinta, acima dos 500 metros, onde as uvas atingem notável frescura. O objetivo da equipa técnica é potenciar a diferenciação e a excelência desta terra, a partir da sua diversidade de altitudes, exposições, idade das vinhas, densidade de plantação, variedade de castas e sistemas de condução. Compreender esta complexidade e adaptar as melhores práticas vitícolas para obter vinhos únicos, é um desafio aliciante. Cada vinho de Ventozelo preserva a essência deste lugar, sempre com a elegância e equilíbrio dos grandes vinhos do Douro.

 

Em 2014 esta Quinta passa a pertencer à Gran Cruz Porto, a maior empresa exportadora de Vinho do Porto a nível mundial, que já vinificava as suas uvas desde 2011. Num envolvimento total com este lugar e o seu terroir, todo o trabalho desenvolvido pelo grupo tem como principal foco privilegiar e preservar a sua simplicidade e autenticidade. O desafio a que se propõe passa por afirmar o prestígio e notoriedade da marca Ventozelo, fugindo à rotina e explorando novos caminhos que cruzam tradição e modernidade.