Taboadella Villae
Tinto
2019
Dão
Preços
Sócio
9,03 Gfa
54,18 Cx
Não Sócio
9,50 Gfa
57,00 Cx
Vendido em cx de 6 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
Cor vermelho-rubi com laivos violeta. Aroma intenso e frutado, frutos vermelhos e silvestres com toque floral e ligeiras notas especiadas. Na boca é elegante com taninos presentes sem serem agressivos, boa acidez e equilíbrio.
Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

15/17ºC

Teor alcoólico: 

13.50%vol

Longevidade: 

4 a 5 anos

Harmonizações: 

  • Carnes vermelhas ou brancas grelhadas |
  • massas ou queijos suaves.

Situações de consumo: 

Com a refeição
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Alfrocheiro

Jaen

Rufete

Tinta Roriz

Dão

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A zona do Dão situa-se na região da Beira Alta, no centro Norte de Portugal. As condições geográficas são excelentes para produção de vinhos: as serras do Caramulo, Montemuro, Buçaco e Estrela protegem as vinhas da influência de ventos. A região é extremamente montanhosa, contudo a altitude na zona sul é menos elevada. Os 20000 hectares de vinhas situam-se maioritariamente entre os 400 e 700 metros de altitude e desenvolvem-se em solos xistosos (na zona sul da região) ou graníticos de pouca profundidade. O clima no Dão sofre simultaneamente a influência do Atlântico e do Interior, por isso os Invernos são frios e chuvosos enquanto os Verões são quentes e secos.

Na Idade Média, a vinha foi essencialmente desenvolvida pelo clero, especialmente pelos monges de Cister. Era o clero que conhecia a maioria das práticas agrícolas e como exercia muita influência na população, conseguiu ocupar muitas terras com vinha e aumentar a produção vitícola. Todavia, foi a partir da segunda metade do século XIX, após as pragas do míldio e da filoxera, que a região conheceu um grande desenvolvimento. Em 1908, a área de produção de vinho foi delimitada, tornando-se na segunda região demarcada portuguesa.

O Dão é uma região com muitos produtores, onde cada um detém pequenas propriedades. Durante décadas, as uvas foram entregues às adegas cooperativas encarregadas da produção do vinho. O vinho era, posteriormente, vendido a retalho a grandes e médias empresas, que o engarrafavam e vendiam com as suas marcas. 

Com a entrada de Portugal na CEE (1986) houve necessidade de alterar o sistema de produção e comercialização dos vinhos do Dão. Grande parte das empresas de fora da região que adquiriam vinho às adegas cooperativas locais, iniciaram as suas explorações na região e compraram terras para cultivo de vinha. Por outro lado, as cooperativas iniciaram um processo de modernização das adegas e começaram a comercializar marcas próprias, enquanto pequenos produtores da região decidiram começar a produzir os seus vinhos. As vinhas passaram também por um processo de reestruturação com a aplicação de novas técnicas vinícolas e escolha de castas apropriadas para a região.

As vinhas são constituídas por uma grande diversidade de castas, entre as quais a Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz (nas variedades tintas) e Encruzado, Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho (nas variedades brancas). Os vinhos brancos são bastantes aromáticos, frutados e bastante equilibrados. Os tintos são bem encorpados, aromáticos e podem ganhar bastante complexidade após envelhecimento em garrafa.

 

Fonte: Infovini

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
Com quatro castas de grande carácter, o Villae tinto é um lote diferenciador formando um conjunto que pode apelidar-se de “casamento perfeito”. A Tinta Roriz confere estrutura e músculo, o Jaen evidencia a sua garra natural, o Alfrocheiro traz a mineralidade e a Tinta pinheira demonstra os aromas de floresta e do bosque. Em 2019 a primavera antecipou-se para os meses de janeiro e fevereiro. Foi acertada, a opção da equipa técnica de atrasar o ciclo, podando em Março, evitando assim perdas de produção face às geadas tardias de abril que se verificaram na região demarcada do Dão. Durante o período primaveril verificaram-se precipitações acima do normal que se revelaram bastante positivas na reposição dos níveis hídricos desejados no solo e para o perfeito desenvolvimento do restante ciclo vegetativo. O Verão foi ameno e fresco permitindo uma maturação muito equilibrada das uvas, sem stress hídrico. Esta vindima mostrou-se generosa em quantidade e qualidade da uva. Todo o trabalho técnico apurado e o saber esperar pelo momento certo, atendendo a procura do melhor equilíbrio natural da acidez/pH/açucares, conjugada com o controlo atento da maturação fenólica das uvas, permitiu-nos criar vinhos singulares. A fruta generosa, a precisão, a complexidade e a concentração, aliada à elegância e fluidez dos mostos, permitiu-nos elaborar vinhos de perfil e riqueza que espelham o terroir único que lhes deu origem.

Quinta da Taboadella

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A Taboadella integra uma mancha única de 40 hectares de vinha entre o Vale do Pereiro e o Vale do Sequeiro, marcada por um planalto triangular que  se desenvolve entre as cotas de 400 a 530 m, caracteriza-se por encostas suaves pendentes para o quadrante Sudoeste, com um exposição solar privilegiada a sul e poente. O maciço montanhoso protege a vinha da massa de ar marítimo do Atlântico e dos ventos agrestes de Espanha, resultando num clima de transição entre o marítimo e o continental aparentemente temperado. O equinócio de outono regista uma quebra acentuada de temperatura e, geralmente, chuvas precoces e geadas, ocorrem no final da primavera.
A vinha tradicional não é regada, perpetuando a qualidade ancestral e a tipicidade das 18 parcelas em modo de produção integrada, caracterizadas por uma densidade média de 3500 plantas por hectare e uma produção média de 4000 kg por hectare. Nos anos 80 a vinha foi parcialmente replantada, introduzindo-se novas castas como a Tinta Roriz e o Encruzado, o Cerceal-Branco e o Borrado das Moscas (Bical). Hoje, a idade média das videiras é de 30 anos, mas algumas já atingiram um século de idade!

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