Novidade
Taboadella Jaen Reserva tinto
Tinto
2018
Dão
Preços
Sócio
14,49 Gfa
86,94 Cx
Não Sócio
15,25 Gfa
91,50 Cx
Vendido em cx de 6 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova

Cor vermelho rubi. Aroma intenso e complexo, notas de frutos de bago (mirtilos, amora, groselha) com um toque apimentado e um leve balsâmico. Na boca é equilibrado com boa estrutura, amplo e volumoso mas fresco. Final seco com um toque de fruta.

Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

16/18º

Teor alcoólico: 

14.00%vol

Longevidade: 

8 a 10 anos

Harmonizações: 

  • Pratos de carne |
  • Caça |
  • Queijos amanteigados

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
Vindima manual. Desengace total por vibração. Fermentação em inox com controlo de temperatura. Metade do vinho estagia em barricas novas de carvalho francês de 500L durante 7 meses e a outra metade em cuba de inox.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Jaen

Dão

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A zona do Dão situa-se na região da Beira Alta, no centro Norte de Portugal. As condições geográficas são excelentes para produção de vinhos: as serras do Caramulo, Montemuro, Buçaco e Estrela protegem as vinhas da influência de ventos. A região é extremamente montanhosa, contudo a altitude na zona sul é menos elevada. Os 20000 hectares de vinhas situam-se maioritariamente entre os 400 e 700 metros de altitude e desenvolvem-se em solos xistosos (na zona sul da região) ou graníticos de pouca profundidade. O clima no Dão sofre simultaneamente a influência do Atlântico e do Interior, por isso os Invernos são frios e chuvosos enquanto os Verões são quentes e secos.

Na Idade Média, a vinha foi essencialmente desenvolvida pelo clero, especialmente pelos monges de Cister. Era o clero que conhecia a maioria das práticas agrícolas e como exercia muita influência na população, conseguiu ocupar muitas terras com vinha e aumentar a produção vitícola. Todavia, foi a partir da segunda metade do século XIX, após as pragas do míldio e da filoxera, que a região conheceu um grande desenvolvimento. Em 1908, a área de produção de vinho foi delimitada, tornando-se na segunda região demarcada portuguesa.

O Dão é uma região com muitos produtores, onde cada um detém pequenas propriedades. Durante décadas, as uvas foram entregues às adegas cooperativas encarregadas da produção do vinho. O vinho era, posteriormente, vendido a retalho a grandes e médias empresas, que o engarrafavam e vendiam com as suas marcas. 

Com a entrada de Portugal na CEE (1986) houve necessidade de alterar o sistema de produção e comercialização dos vinhos do Dão. Grande parte das empresas de fora da região que adquiriam vinho às adegas cooperativas locais, iniciaram as suas explorações na região e compraram terras para cultivo de vinha. Por outro lado, as cooperativas iniciaram um processo de modernização das adegas e começaram a comercializar marcas próprias, enquanto pequenos produtores da região decidiram começar a produzir os seus vinhos. As vinhas passaram também por um processo de reestruturação com a aplicação de novas técnicas vinícolas e escolha de castas apropriadas para a região.

As vinhas são constituídas por uma grande diversidade de castas, entre as quais a Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz (nas variedades tintas) e Encruzado, Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho (nas variedades brancas). Os vinhos brancos são bastantes aromáticos, frutados e bastante equilibrados. Os tintos são bem encorpados, aromáticos e podem ganhar bastante complexidade após envelhecimento em garrafa.

 

Fonte: Infovini

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
Com a Jaen descobrimos a península Ibérica em Portugal (uma identidade associada à casta Mencia). A fresca altitude das terras do Dão promove a suculência, a fruta azulada e a especiaria branca. As encostas da Taboadella trazem-nos esta modernidade. O Jaen é um dos nossos tesouros e a alegria dos aromas frutados e intensos, combinados com a pimenta da Jamaica colocando a casta numa outra dimensão. Em 2018 o inverno foi muito seco, a primavera e início de verão tiveram precipitações abundantes, provocando até finais de julho atrasos significativos no desenvolvimento do ciclo vegetativo, algum desavinho, défice de vingamento e desenvolvimento dos bagos. Este quadro climatérico obrigou a atenções redobradas para a não proliferação de doenças na vinha, como o míldio e oídio, sobretudo para não comprometer a já diminuta produção vislumbrada. Um mês de agosto muito quente veio confirmar que a opção de não desfolhar foi a mais acertada. Graças ao minucioso trabalho desenvolvido ao longo do ano, obteve-se uma qualidade da uva notável. Um período de amadurecimento mais longo permitiu uma depurada maturação fenólica que foi fundamental para a obtenção dos níveis qualitativos desejados.

Quinta da Taboadella

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A Taboadella integra uma mancha única de 40 hectares de vinha entre o Vale do Pereiro e o Vale do Sequeiro, marcada por um planalto triangular que  se desenvolve entre as cotas de 400 a 530 m, caracteriza-se por encostas suaves pendentes para o quadrante Sudoeste, com um exposição solar privilegiada a sul e poente. O maciço montanhoso protege a vinha da massa de ar marítimo do Atlântico e dos ventos agrestes de Espanha, resultando num clima de transição entre o marítimo e o continental aparentemente temperado. O equinócio de outono regista uma quebra acentuada de temperatura e, geralmente, chuvas precoces e geadas, ocorrem no final da primavera.
A vinha tradicional não é regada, perpetuando a qualidade ancestral e a tipicidade das 18 parcelas em modo de produção integrada, caracterizadas por uma densidade média de 3500 plantas por hectare e uma produção média de 4000 kg por hectare. Nos anos 80 a vinha foi parcialmente replantada, introduzindo-se novas castas como a Tinta Roriz e o Encruzado, o Cerceal-Branco e o Borrado das Moscas (Bical). Hoje, a idade média das videiras é de 30 anos, mas algumas já atingiram um século de idade!

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