Premiado
Taboadella Alfrocheiro Reserva
Tinto
2018
Dão
Preços
Sócio
14,49 Gfa
86,94 Cx
Não Sócio
15,25 Gfa
91,50 Cx
Vendido em cx de 6 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
  • Prémios
Cor vermelho-rubi com laivos violeta. Aroma muito expressivo, intenso notas de frutos vermelhos maduros (framboesa e cereja), um toque floral e ligeiras notas de madeira muito bem integradas. Na boca é elegante, fresco, com bom volume e sedoso.
93/100 pontos – Wine Enthusiast Novembro 2020
94/100 pontos – WineAnorak Novembro 2020
17/20 pontos – Revista de Vinhos Agosto 2020
Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

16/18 ºC

Teor alcoólico: 

14.00%vol

Longevidade: 

8 a 10 anos

Harmonizações: 

  • Pratos de carne |
  • Caça |
  • Queijos amanteigados.

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
Vindima manual. Desengace total por vibração. Fermentação em inox com controlo de temperatura. Metade do vinho estagia em barricas novas de carvalho francês de 500L durante 7 meses e a outra metade em cuba de inox.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Alfrocheiro

Dão

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A zona do Dão situa-se na região da Beira Alta, no centro Norte de Portugal. As condições geográficas são excelentes para produção de vinhos: as serras do Caramulo, Montemuro, Buçaco e Estrela protegem as vinhas da influência de ventos. A região é extremamente montanhosa, contudo a altitude na zona sul é menos elevada. Os 20000 hectares de vinhas situam-se maioritariamente entre os 400 e 700 metros de altitude e desenvolvem-se em solos xistosos (na zona sul da região) ou graníticos de pouca profundidade. O clima no Dão sofre simultaneamente a influência do Atlântico e do Interior, por isso os Invernos são frios e chuvosos enquanto os Verões são quentes e secos.

Na Idade Média, a vinha foi essencialmente desenvolvida pelo clero, especialmente pelos monges de Cister. Era o clero que conhecia a maioria das práticas agrícolas e como exercia muita influência na população, conseguiu ocupar muitas terras com vinha e aumentar a produção vitícola. Todavia, foi a partir da segunda metade do século XIX, após as pragas do míldio e da filoxera, que a região conheceu um grande desenvolvimento. Em 1908, a área de produção de vinho foi delimitada, tornando-se na segunda região demarcada portuguesa.

O Dão é uma região com muitos produtores, onde cada um detém pequenas propriedades. Durante décadas, as uvas foram entregues às adegas cooperativas encarregadas da produção do vinho. O vinho era, posteriormente, vendido a retalho a grandes e médias empresas, que o engarrafavam e vendiam com as suas marcas. 

Com a entrada de Portugal na CEE (1986) houve necessidade de alterar o sistema de produção e comercialização dos vinhos do Dão. Grande parte das empresas de fora da região que adquiriam vinho às adegas cooperativas locais, iniciaram as suas explorações na região e compraram terras para cultivo de vinha. Por outro lado, as cooperativas iniciaram um processo de modernização das adegas e começaram a comercializar marcas próprias, enquanto pequenos produtores da região decidiram começar a produzir os seus vinhos. As vinhas passaram também por um processo de reestruturação com a aplicação de novas técnicas vinícolas e escolha de castas apropriadas para a região.

As vinhas são constituídas por uma grande diversidade de castas, entre as quais a Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz (nas variedades tintas) e Encruzado, Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho (nas variedades brancas). Os vinhos brancos são bastantes aromáticos, frutados e bastante equilibrados. Os tintos são bem encorpados, aromáticos e podem ganhar bastante complexidade após envelhecimento em garrafa.

 

Fonte: Infovini

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
O Alfrocheiro apareceu em Portugal e no Dão depois da filoxera, onde encontra o seu território natural. Mas não conhecemos parentesco estrangeiro ou origens nacionais, apesar de em tempos ter sido conhecida pela designação “Tinta Francesa de Viseu”. Casta muito rara e de altitude ensina-nos a produzir pouco e a respeitar a sua fragilidade, para obtermos taninos firmes mas muito delicados e estruturantes.