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Destaque
Quinta da Alameda Pinot Noir
Tinto
2016
Dão
Preços
Sócio
24,70 Gfa
148,20 Cx
Não Sócio
26,00 Gfa
156,00 Cx
Vendido em cx de 6 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
Cor rubi aberta. Aroma delicado de fruta negra ligeira e muito limpa (ginja, ameixa e bagas silvestres), com notas de musgo e ervas do campo, muito elegante. Na boca continua elegante, com bom volume e taninos sedosos. Fresco e frutado. Final elegante.
Designação Oficial: 
Regional

Temperatura de Serviço: 

16/18ºC

Teor alcoólico: 

14.00%vol

Longevidade: 

15 a 20 anos

Harmonizações: 

  • Assados de aves (galinha ou pato) |
  • carnes brancas (vitela |
  • rosbife) ou massas com molho de cogumelos. Também permite parcerias com lombo de atum ou salmão na grelha.

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
Vindima manual. Fermentação em lagar de inox, com ligeira maceração. Estagio em barricas de carvalho francês durante 24 meses.
  • Castas
  • Região
  • Produtor

Pinot Noir

Dão

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A zona do Dão situa-se na região da Beira Alta, no centro Norte de Portugal. As condições geográficas são excelentes para produção de vinhos: as serras do Caramulo, Montemuro, Buçaco e Estrela protegem as vinhas da influência de ventos. A região é extremamente montanhosa, contudo a altitude na zona sul é menos elevada. Os 20000 hectares de vinhas situam-se maioritariamente entre os 400 e 700 metros de altitude e desenvolvem-se em solos xistosos (na zona sul da região) ou graníticos de pouca profundidade. O clima no Dão sofre simultaneamente a influência do Atlântico e do Interior, por isso os Invernos são frios e chuvosos enquanto os Verões são quentes e secos.

Na Idade Média, a vinha foi essencialmente desenvolvida pelo clero, especialmente pelos monges de Cister. Era o clero que conhecia a maioria das práticas agrícolas e como exercia muita influência na população, conseguiu ocupar muitas terras com vinha e aumentar a produção vitícola. Todavia, foi a partir da segunda metade do século XIX, após as pragas do míldio e da filoxera, que a região conheceu um grande desenvolvimento. Em 1908, a área de produção de vinho foi delimitada, tornando-se na segunda região demarcada portuguesa.

O Dão é uma região com muitos produtores, onde cada um detém pequenas propriedades. Durante décadas, as uvas foram entregues às adegas cooperativas encarregadas da produção do vinho. O vinho era, posteriormente, vendido a retalho a grandes e médias empresas, que o engarrafavam e vendiam com as suas marcas. 

Com a entrada de Portugal na CEE (1986) houve necessidade de alterar o sistema de produção e comercialização dos vinhos do Dão. Grande parte das empresas de fora da região que adquiriam vinho às adegas cooperativas locais, iniciaram as suas explorações na região e compraram terras para cultivo de vinha. Por outro lado, as cooperativas iniciaram um processo de modernização das adegas e começaram a comercializar marcas próprias, enquanto pequenos produtores da região decidiram começar a produzir os seus vinhos. As vinhas passaram também por um processo de reestruturação com a aplicação de novas técnicas vinícolas e escolha de castas apropriadas para a região.

As vinhas são constituídas por uma grande diversidade de castas, entre as quais a Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz (nas variedades tintas) e Encruzado, Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho (nas variedades brancas). Os vinhos brancos são bastantes aromáticos, frutados e bastante equilibrados. Os tintos são bem encorpados, aromáticos e podem ganhar bastante complexidade após envelhecimento em garrafa.

 

Fonte: Infovini

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
A Quinta da Alameda possuiu 15 hectares de vinha situada a mais de 400 metros de altitude, em solos de base granítica e disposta em diversas colinas suaves viradas a norte e poente. O Pinot Noir vem de uma pequena parcela com pouco mais de meio hectare, plantada na zona mais baixa e fresca da quinta. São exatamente 1825 plantas, primorosamente cuidadas, cujas uvas são colhidas no momento certo de maturação para dar origem a este vinho.

Quinta da Alameda

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A HISTÓRIA
A Quinta da Alameda está localizada no coração do mais reputado “terroir” do Dão, sobranceira à vila histórica de Santar. Nestas terras de Santar, a vinha e o vinho fazem parte do dia a dia das populações desde há muitos séculos e essa tradição cultural foi integralmente preservada até aos dias de hoje. A propriedade, onde sempre se produziu vinho, tem raízes muito antigas, tendo sido adquirida pelos antepassados da família Borges da Gama aos Condes de Santar em 1826. No mesmo ano, foi construído o alto torreão que a distingue, e que servia para os anteriores proprietários observarem os trabalhos do campo. A Quinta da Alameda esteve na base do movimento de “vinhos de quinta” surgido no final dos anos 80 e que veio revolucionar a qualidade dos vinhos do Dão, tendo o primeiro engarrafamento com a sua marca surgido em 1989.
A propriedade deixou de engarrafar vinho em 2006 mas manteve-se na posse dos Borges da Gama até 2012, tendo sido então adquirida por Luís Abrantes e sua família que desde logo viram na sua configuração, características e localização, um potencial imenso para produzir vinhos de alta qualidade num ecossistema sustentável, em equilíbrio com a natureza que a envolve. Desde então, o seu propósito, passa por devolver a Quinta da Alameda ao fulgor de outrora, posicionando-a no topo dos grandes vinhos clássicos do Dão.

A PROPRIEDADE
A Quinta da Alameda tem cerca de 24 hectares, dos quais 15 de vinha. Os talhões de videiras estão rodeados de uma imponente floresta autóctone, onde uma enorme diversidade de flora e fauna se desenvolve em perfeita harmonia, salvaguardada pelas mais exigentes práticas ambientais.
Situada a mais de 400 metros de altitude, beneficiando de noites frescas durante a fase de maturação das uvas, a vinha encontra-se em solos de base granítica e disposta em diversas colinas suaves viradas a norte e poente. Como principais variedades plantadas, encontramos aqui Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro, Encruzado e Arinto, bem como uma parcela de 2 hectares de vinha antiga com várias castas misturadas.