As vinhas do Vicentino, localizam-se privilegiadamente sobre a costa Alentejana, gozando tanto do sol Português como da brisa Atlântica.
Quando, há 30 anos, Ole Martin Siem veio para Portugal, o seu background agrícola dado pelo seu percurso académico e profissional, permitiu-lhe reconhecer neste país as condições de solo e clima ideais à produção vitícola. Nasceu na Noruega mas o seu trabalho ligado à produção e comércio de frutas levou-o a viajar um pouco por todo o mundo. De todos os contextos e países, foi em Portugal que se deixou fascinar pelos vinhos alentejanos, e pelas deslumbrantes paisagens da costa Vicentina.
Foi aqui, onde o mar e as escarpas se encontram num ecossistema único, que escolheu plantar as suas vinhas e são as uvas que daqui se retiram, fruto de horas de trabalho e dedicação, que dão origem ao Vicentino.
No Brejão, onde as elevadas temperaturas alentejanas são atenuadas pelo Atlântico, a concentração típica da viticultura do interior é equilibrada pela frescura e humidade do mar, conduzindo a uma maturação ideal. As uvas amadurecem, assim, de forma lenta e equilibrada, com invernos frescos e húmidos, verões amenos, e a constante presença dos ventos marítimos, criando vinhos onde a elegância se sobrepõe à robustez. Plantadas em solos argilo-xistosos e franco-arenosos, com baixo potencial produtivo, as castas do Vicentino ostentam os seus melhores atributos. A baixa produtividade imposta pela terra vai funcionar como estímulo à qualidade das uvas que se formam, promovendo uma concentração ideal de ácidos orgânicos, açúcares e compostos fenólicos. O alcance deste equilíbrio entre quantidade e qualidade, juntamente com um clima ameno, permite obter uma matéria-prima de excelência.
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