Premiado
Selecção Fórum
Porto Pacheca Vintage
Generoso
2018
Porto
Preços
Sócio
61,75 Gfa
61,75 Cx
Não Sócio
65,00 Gfa
65,00 Cx
Vendido em cx de 1 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
  • Prémios
Cor retinto e opaco no centro com bordo vermelho escuro. O nariz é cheio e muito elegante com fruta preta complexa, notas frescas de mentol, eucalipto e violeta. Na boca há uma explosão de fruta silvestre com taninos firmes mas elegantes. Fresco e com uma intensidade que promete uma longa vida.
Medalha de Ouro – Fórum de Enólogos Julho 2020
Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

16/18ºC

Teor alcoólico: 

20.00%vol

Longevidade: 

15 a 20 anos

Harmonizações: 

  • Queijos Fortes |
  • Sobremesas à base de frutos vermelhos |
  • Chocolate negro.

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
Colheita manual para caixas de 25kg. Desengace total. Fermentação em lagar de granito com pisa a pé e remontagens suaves.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Sousão

Touriga Franca

Touriga Nacional

Porto

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O "Vinho do Porto" distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende uma riqueza e intensidade de aromas incomparáveis e uma persistência muito elevada, quer de aromas, quer de sabor, para além de um teor alcoólico elevado (geralmente entre os 19 e os 22% vol.), numa vasta gama de "doçuras" e grande diversidade de cores.

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
As uvas que têm como destino o Porto Vintage são provenientes das vinhas mais antigas da Quinta da Pacheca com uma idade média de 60 anos onde predominam as castas tradicionais do Douro. O ano vitícola de 2018 foi caracterizado por uma produção muito baixa devido a um ano inicial de extrema seca, onde quase não choveu no outono e no inverno e a primavera foi extremamente húmida e fria. A germinação ocorreu com um atraso de cerca de 3 semanas. Os meses de março a junho tiveram precipitações acima da média que mantiveram o retardo do ciclo vegetativo até o período de maturação, mas substituíram os níveis de água do solo disponíveis para as plantas. No entanto, os períodos de chuvas intensas e alguns fenómenos climáticos causaram uma grande perda de produção que em algumas vinhas foi total. A maturação ocorreu em clima seco e muito quente. O bom tempo que durou até ao final da vindima fez-lhe bem com as uvas a entrarem em bom estado, originando mostos equilibrados e consequentemente vinhos de muito boa qualidade.

Quinta da Pacheca

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Entre os vales do Rio Douro, junto à margem esquerda, na freguesia de Cambres, concelho de Lamego, no coração da primeira demarcação Pombalina da Região, encontra-se a Quinta da Pacheca, uma das mais prestigiadas e reconhecidas propriedades da Região Demarcada do Douro.
A história da vinha nesta propriedade remonta ao século XVI, altura em que era um conjunto de vinhas pertencente aos Conventos de Salzedas e S. João de Tarouca, como referido em documento datado de 1551. A Quinta é mencionada pela primeira vez num documento datado de Abril de 1738, onde é referida como “Pacheca”, uma forma feminina do apelido Pacheco, por ser sua proprietária uma senhora, D. Mariana Pacheco Pereira, uma mulher imponente que cuidava da propriedade sozinha.
Um dos marcos pombalinos ainda restantes que foram utilizados pela primeira vez em 1758 para delinear esta primeira Região Demarcada de vinhos do mundo pelo Marquês de Pombal, ainda está preservado dentro da Quinta da Pacheca, mesmo na entrada principal para os lagares.
A relação dos Serpa Pimentel com o Douro remonta também ao séc. XVIII, altura em que a família adquiriu a Quinta de Vale de Abraão, espaço privilegiado de lazer para a aristocracia da época, mas desenquadrada do contexto vinícola associado à Pacheca. Foi só em 1903 que D. José Freire de Serpa Pimentel, que nutria grande paixão pelo vinho, decidiu comprar também a Quinta da Pacheca, para se dedicar com grande empenho à sua produção. No ano imediato à compra, deu-se inicio a uma primeira grande reconstituição dos vinhedos. De modo inovador para a época, as vinhas novas foram desde logo plantadas por castas em talhões, sendo separados por ruas largas para melhor facilidade dos trabalhos.
Em 1916 dá-se um novo passo com a construção de novos lagares e armazéns. Estes lagares, onde ainda hoje são vinificados os tintos da Pacheca, impressionam pela sua capacidade e imponência.
O último grande incremento foi dado por Eduardo Mendia de Freire de Serpa Pimentel, que foi reconstruindo as vinhas mais velhas e em 1977, com a colaboração de seu filho, o enólogo José Van Zeller de Serpa Pimentel, teve início a comercialização dos vinhos com as marcas Quinta da Pacheca e Quinta de Vale Abraão, vinhas ainda hoje pertencentes à Quinta da Pacheca. A família Serpa Pimentel continua, ainda hoje, envolvida no projeto com a quarta geração da família.
Em 1995 a Quinta da Pacheca iniciou-se oficialmente no Enoturismo, abrindo as suas portas para visitas guiadas à propriedade e venda dos seus vinhos na loja da Quinta. O conceito foi-se desenvolvendo ao longo dos anos com outras atividades de relevante interesse enoturístico e culminou com a abertura em 2009 do The Wine House Hotel Quinta da Pacheca, explorando assim uma outra forma de negócio e contribuindo para alargar a oferta turística numa região cada vez mais procurada e reconhecida como destino de excelência.
Um novo ciclo começou em 2012, quando as famílias de Paulo Pereira e Maria do Céu Gonçalves, sócios com um longo e bem-sucedido registo na distribuição internacional de alimentos e vinhos, tomaram posse do projeto. O foco era claro, reforçar a qualidade dos vinhos e revigorar o Enoturismo. Com a sua singularidade inigualável, a Quinta da Pacheca tornou-se uma das mais visitadas na Região do Douro e tem sido consecutivamente premiada com vários galardões tanto no enoturismo, exemplo disso é a prestigiada distinção do Best of Wine Tourism* em várias modalidades, como os distintos prémios que têm vindo a ser alvo os seus afamados vinhos.