Premiado
Destaque
Fonte do Ouro Colheita Tardia
Generoso
2017
Dão
Preços
Sócio
14,25 Gfa
28,50 Cx
Não Sócio
15,00 Gfa
30,00 Cx
Vendido em cx de 2 gfa x (0,375l)
  • Notas de prova
  • Prémios

Cor amarelo dourado. Aroma de passas, frutos tropicais maduros com notas florais e de doce de laranja. Na boca é volumoso e complexo confirmando os frutos tropicais e a laranja. A excelente acidez torna este vinho fresco mantendo uma sensação de doçura sem excessos. Final muito longo e persistente.

Medalha de Prata – Melhores Vinhos Engarrafados do Dão 2018

Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

7/9º C

Teor alcoólico: 

11.50%vol

Longevidade: 

8 a 10 anos

Harmonizações: 

  • Foie gras |
  • Queijos de sabor intenso |
  • Tartes de amêndoa |
  • Tortas de laranja |
  • Frutos secos

Situações de consumo: 

Sobremesas
Sozinho
Vinificação: 
Colheita manual das uvas em estado de sobrematuração. Prensagem suave e defecação exigente do mosto. Fermentação com controlo de temperatura. Paragem da fermentação pelo frio assim que foram atingidos o grau álcool e o açúcar residual pretendidos. Colagem e engarrafamento.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Encruzado

Malvasina Fina

Dão

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A zona do Dão situa-se na região da Beira Alta, no centro Norte de Portugal. As condições geográficas são excelentes para produção de vinhos: as serras do Caramulo, Montemuro, Buçaco e Estrela protegem as vinhas da influência de ventos. A região é extremamente montanhosa, contudo a altitude na zona sul é menos elevada. Os 20000 hectares de vinhas situam-se maioritariamente entre os 400 e 700 metros de altitude e desenvolvem-se em solos xistosos (na zona sul da região) ou graníticos de pouca profundidade. O clima no Dão sofre simultaneamente a influência do Atlântico e do Interior, por isso os Invernos são frios e chuvosos enquanto os Verões são quentes e secos.

Na Idade Média, a vinha foi essencialmente desenvolvida pelo clero, especialmente pelos monges de Cister. Era o clero que conhecia a maioria das práticas agrícolas e como exercia muita influência na população, conseguiu ocupar muitas terras com vinha e aumentar a produção vitícola. Todavia, foi a partir da segunda metade do século XIX, após as pragas do míldio e da filoxera, que a região conheceu um grande desenvolvimento. Em 1908, a área de produção de vinho foi delimitada, tornando-se na segunda região demarcada portuguesa.

O Dão é uma região com muitos produtores, onde cada um detém pequenas propriedades. Durante décadas, as uvas foram entregues às adegas cooperativas encarregadas da produção do vinho. O vinho era, posteriormente, vendido a retalho a grandes e médias empresas, que o engarrafavam e vendiam com as suas marcas. 

Com a entrada de Portugal na CEE (1986) houve necessidade de alterar o sistema de produção e comercialização dos vinhos do Dão. Grande parte das empresas de fora da região que adquiriam vinho às adegas cooperativas locais, iniciaram as suas explorações na região e compraram terras para cultivo de vinha. Por outro lado, as cooperativas iniciaram um processo de modernização das adegas e começaram a comercializar marcas próprias, enquanto pequenos produtores da região decidiram começar a produzir os seus vinhos. As vinhas passaram também por um processo de reestruturação com a aplicação de novas técnicas vinícolas e escolha de castas apropriadas para a região.

As vinhas são constituídas por uma grande diversidade de castas, entre as quais a Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz (nas variedades tintas) e Encruzado, Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho (nas variedades brancas). Os vinhos brancos são bastantes aromáticos, frutados e bastante equilibrados. Os tintos são bem encorpados, aromáticos e podem ganhar bastante complexidade após envelhecimento em garrafa.

 

Fonte: Infovini

Observações dos enólogos acerca deste vinho: 
A experiência adquirida anteriormente sobre este tipo de vinhos e o pedido especial da minha mulher aguçaram o meu gosto pelos desafios inovadores. Dei por mim a olhar para o grande potencial de 2 castas do Dão, o Encruzado, com a sua marcada acidez e mineralidade e a Malvasia Fina com o seu contributo floral muito aromática, e a imaginar que poderiam juntas produzir este vinho tão especial.

Boas Quintas

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A Sociedade Agrícola Boas Quintas é um projecto pessoal do enólogo Nuno Cancela de Abreu iniciado em 1991, com o propósito de produzir "Vinho de Quinta" na nobre e renovada Região do Dão.
A filosofia que animou o nascimento desta sociedade, baseou-se na produção de vinhos de alta qualidade, com caracter acentuadamente Português. Acreditamos que as melhores castas regionais de que dispomos, quando bem adaptadas às condições ecológicas (clima, solo e práticas culturais) constituem uma das nossas maiores valias.
A Sociedade Boas Quintas está sediada na Vila de Mortágua, onde tem a sua pequena adega, paredes meias com a casa da família Cancela de Abreu, que cobre as caves de estágio, frescas e pouco iluminadas.
O testemunho inequívoco do respeito pela garantia de qualidade, está no rigor que nos impomos quanto à escolha dos vinhos para engarrafamento, nomeadamente na produção dos vinhos da Quinta da Fonte do Ouro Reserva e monovarietal de Touriga Nacional. Este último só é engarrafado em anos verdadeiramente excepcionais.