Novidade
Conde Vimioso Sommelier Edition
Branco
2019
Tejo
Preços
Sócio
6,56 Gfa
39,36 Cx
Não Sócio
6,90 Gfa
41,40 Cx
Vendido em cx de 6 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova

Cor amarelo citrino. Aroma intenso com notas citricas e florais. Na boca é bem estruturado com a acidez natural a dar-lhe frescura. Final intenso com um toque de mineralidade.

Designação Oficial: 
Regional

Temperatura de Serviço: 

9/11ºC

Teor alcoólico: 

13.00%vol

Longevidade: 

5 anos

Harmonizações: 

  • Sopas Consistentes |
  • peixes gordos grelhados ou peixes assados no forno.

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
Vindima e vinificação separada por castas. Colheita manual, arrefecimento das uvas para 5ºC e posterior desengace. Maceração pelicular pré-fermentativa na Fernão Pires, sendo prolongada com borras na Arinto. Clarificação por decantação seguida da fermentação alcoólica. Parte da Arinto fermenta em barricas de 300L de carvalho francês de 2 e 3 ano.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Arinto

Fernão Pires

Verdelho

Tejo

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Situada no Centro de Portugal, a região possui inegáveis condições naturais para o desenvolvimento das actividades agrícolas, florestais e pecuárias. A história da viticultura do Tejo perde-se nos tempos, mas o apogeu do comércio destes vinhos foi sobretudo no século XIII, no fim da sua primeira metade, que só para Inglaterra, chegou a atingir a cifra de quase 30.000 pipas.

A história da viticultura no Ribatejo perde-se nos tempos, já que a existência de vinha no Ribatejo é muito anterior à nacionalidade, conforme atestam os amarelados manuscritos em papiro, do tempo dos romanos que terão sido os principais introdutores da cultura da vinha nesta Região.

Em documentos emanados de Reis como D. Afonso Henriques, D. Sancho II e D. Fernando, só para citar alguns são variadas as referências às vinhas e aos vinhos do Ribatejo.

Também Fernão Lopes cita “as grandes carregações de vinho” referindo “que a exportação média anual chegou a carregar 400 a 500 navios e que num ano atingiu 12.000 tonéis de vinho”.

Porém, o apogeu do comércio destes vinhos foi sobretudo no século XIII, no fim da sua primeira metade, que só para Inglaterra, chegou a atingir a cifra de quase 30.000 pipas.

A vinha teve ainda um papel preponderante na colonização do Ribatejo.

Entre 1900 e 1960, a população do continente aumentou cerca de 61% tendo tido no Ribatejo, sensivelmente a mesma evolução. No entanto, nos concelhos de maior incidência vitivinícola do Ribatejo (Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém), o aumento de população no período considerado foi de cerca de 175% e só em Almeirim este aumento foi de cerca de 228%.

O principal acidente orográfico existente no Ribatejo é a Serra de Aires e Candeeiros, delimitando o que podemos chamar de Alto e Baixo Ribatejo e em termos hidrográficos o Rio Tejo, pela sua dimensão e pela sua regular irregularidade (cheias) continua a condicionar, umas vezes para o bem outras para o mal, as actividades agrícolas da Região. A vinha, ainda assim, é por norma a cultura menos afectada pelas cheias que ocorrem cada vez com menos frequência, graças à gestão dos caudais feitas pelas diversas barragens.

Encontramos na Região três zonas distintas de produção, conhecidas como “O CAMPO”, “O BAIRRO” e a “CHARNECA”.

O CAMPO, com as suas extensas planícies, adjacente ao Rio Tejo, conhecido também como a LEZÍRIA DO TEJO, sujeita a inundações periódicas, que se causam alguns transtornos, são também responsáveis pelos elevados índices de fertilidade que aqueles solos de aluvião possuem, é, por excelência a zona dos vinhos brancos, onde a casta Fernão Pires é rainha.

O BAIRRO, situado entre o Vale do Tejo e os contrafortes dos maciços de Porto de Mós, Candeeiros e Montejunto, com solos argilo-calcáreos em ondulados suaves, é a zona ideal para as castas tintas, nomeadamente a Castelão e Trincadeira.

A CHARNECA, localizada a sul do CAMPO, na margem esquerda do Rio Tejo, com solos arenosos e medianamente férteis, se por um lado apresenta rendimentos abaixo da média da Região, por outro lado induz a um afinamento, quer de vinhos brancos, quer de vinhos tintos.

No Ribatejo existem actualmente cerca de 19.989 hectares plantados de vinha (representam cerca de 8.5% do total nacional), dos quais 11.993 ha são de castas brancas (60% da produção) e 7.996 ha são castas tintas (40% da produção), que produzem anualmente, no total, cerca de 800.000 hls de vinho (representam cerca de 12% do total nacional). Destes 800.000 hls são certificados cerca 76.000 hls dos quais 81% são vinho regional e 19% são vinhos com Denominação de Origem Controlada (DOC). Cerca de 30% da produção dos vinhos certificados (DOC e Regional) destinam-se à exportação.

As plantações são alinhadas. O sistema de condução tradicional é a vinha baixa, embora a introdução da vindima mecânica tenha vindo a introduzir alterações, nomeadamente na altura da vinha.

 

Fonte: Instituto da Vinha e do Vinho, I.P. e Comissão Vitivinícola Regional do Tejo

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
Com uma marcada intensidade aromática, onde predominam os aromas cítricos e florais, é um vinho muito concentrado, com uma acidez natural de qualidade, que permite manter uma elevada frescura e um intenso final de boca, este com nuances minerais.

Conde Vimioso

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Fundada em 1994, a Falua – Sociedade de Vinhos está focada na produção e comercialização de vinhos da região Tejo de grande qualidade, como é a gama de vinhos sob a chancela Conde Vimioso. A sua adega, construída com os equipamentos mais sofisticados e modernos, permite que este produtor engarrafe atualmente 6 milhões de garrafas de vinhos Tinto, Branco e Rosé de excelência.
A Falua tem 250 hectares sob a sua gestão e 65 hectares de vinhas próprias, dos quais 42 hectares são oriundos da sua icónica vinha do Convento. Esta vinha localizada no sul da região Tejo, na sub-região Charneca, tem por base o peculiar calhau rolado, uma generosa dádiva deixada pela natureza há mais de 400.000 anos.

Os vinhos Conde Vimioso, são vinhos com uma identidade própria. Vinhos que, da conjugação das castas autóctones (Touriga Nacional, Aragonez, Castelão, Arinto, Fernão Pires) com as castas internacionais (Cabernet Sauvignon, Shiraz, Petit Verdot), trazem aos seus consumidores experiências que se querem ricas e ao mesmo tempo inovadoras. Vinhos que trazem à boca e ao nariz, um pouco do lugar, das pessoas e da paixão de fazer vinho. Vinhos que, acima de tudo, são um prazer de degustar e partilhar.
Entre a penumbra e a temperatura controlada da nossa sala das barricas e a nossa moderna adega, onde o inox e as mais modernas técnicas na produção de vinhos coabitam com as técnicas mais ancestrais, a Falua orgulha-se de ter ao seu dispor todas as armas e artes para a conceção de vinhos únicos e de grande qualidade.
Viver o vinho com paixão, com sabedoria, com conhecimento e também com alguma rebeldia, para que se encontrem caminhos novos para saberes antigos. É assim que Antonina Barbosa, a enóloga dos vinhos Conde Vimioso, vive o seu dia-dia entre as vinhas e amostras de barricas e a sua sala de provas onde se procuram as melhores combinações entre aromas e sabores.