Quinta da Calçada Terroir Alvarinho
Branco
2019
Minho
Preços
Sócio
8,08 Gfa
48,48 Cx
Não Sócio
8,50 Gfa
51,00 Cx
Vendido em cx de 6 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova

Cor amarelo palha com laivos esverdeados. Aroma de frutos brancos e de caroço, de citrinos e florais com notas minerais. A boca confirma os aromas num conjunto complexo, encorpado e com boa acidez. Final longo e persistente.

Designação Oficial: 
Regional

Temperatura de Serviço: 

10/12ºC

Teor alcoólico: 

12.50%vol

Longevidade: 

4 a 5 anos

Harmonizações: 

  • pratos de peixe e marisco grelhados |
  • pratos de carne de aves |
  • queijos poucos curados

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
Desengace e prensa suave das uvas. Decantação estática do mosto. Fermentação em inox com controlo de temperatura durante 15 dias.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Alvarinho

Minho

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A região dos Vinhos Verdes/Minho é a maior zona vitícola portuguesa e situa-se no noroeste do país, coincidindo com a região não vitícola designada por Entre Douro e Minho. A região é rica em recursos hidrográficos, sendo limitada a norte pelo Rio Minho e pelo Oceano Atlântico a oeste. No interior da região predominam as serras, sendo a mais elevada a Serra da Peneda com 1373 m.

A flagrante tipicidade e originalidade destes vinhos é o resultado, por um lado, das características do solo, clima e factores sócio-económicos da Região dos Vinhos Verdes, e, por outro, das peculiaridades das castas autóctones da região e das formas de cultivo da vinha. Destes factores resulta um vinho naturalmente leve e fresco, diferente dos restantes vinhos do mundo.

Foi no Noroeste, no coração mais povoado de Portugal desde os tempos asturo-leoneses, que a densa população cedo se espalhou pelas leiras de uma terra muito retalhada. 

A partir do século XII existem já muitas referências à cultura da vinha cujo incremento partiu da iniciativa das corporações religiosas a par da contribuição decisiva da Coroa. 

A viticultura terá permanecido incipiente até aos séculos XII-XIII, altura em que o vinho entrou definitivamente nos hábitos das populações do Entre-Douro-e-Minho. A própria expansão demográfica e económica, a intensificação da mercantilização da agricultura e a crescente circulação de moeda, fizeram do vinho uma importante e indispensável fonte de rendimento. 

Embora a sua exportação fosse ainda muito limitada, a história revela-nos, no entanto, que terão sido os «Vinhos Verdes» os primeiros vinhos portugueses conhecidos nos mercados europeus (Inglaterra, Flandres e Alemanha), principalmente os da região de Monção e da Ribeira de Lima. 

No século XIX, as reformas institucionais, abrindo caminho a uma maior liberdade comercial, a par da revolução dos transportes e comunicações, irão alterar, definitivamente, o quadro da viticultura regional. 

A orientação para a qualidade e a regulamentação da produção e comércio do «Vinho Verde» surgiriam no início do século XX, tendo a Carta de Lei de 18 de Setembro de 1908 e o Decreto de 1 de Outubro do mesmo ano, demarcado pela primeira vez a «Região dos Vinhos Verdes». 

Questões de ordem cultural, tipos de vinho, encepamentos e modos de condução das vinhas obrigariam à divisão da Região Demarcada em seis sub-regiões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel. 

No entanto, o texto da Carta de Lei de 1908 apenas é regulamentado no ano de 1926 através do Decreto n.º 12.866, o qual veio estabelecer o regulamento da produção e comércio do «Vinho Verde», consagrando o estatuto próprio da «Região Demarcada, definindo os seus limites geográficos, caracterizando os seus vinhos, e criando a «Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes» instituida para o pôr em execução. Posteriormente, em 1929, o referido regulamento viria a ser objecto de reajustamento através do Decreto n.º 16.684. 

Motivo de grande significado à escala mundial, foi a aceitação do relatório de reinvindicação da Denominação de Origem «Vinho Verde», apresentado ao OIV - Office International de la Vigne et du Vin -, em Paris (1949), e posteriormente, o reconhecimento do registo internacional desta Denominação de Origem pela OMPI - Organização Mundial da Propriedade Intelectual, em genebra (1973). 

O reconhecimento da Denominação de Origem veio assim conferir, à luz do direito internacional, a exclusividade do uso da designação «Vinho Verde» a um vinho com características únicas, devidas essencialmente ao meio geográfico, tendo em conta os factores naturais e humanos que estão na sua origem. 

Em 1959, o Decreto n.º 42.590, de 16 de Outubro, cria o selo de garantia como medida de salvaguarda da origem e qualidade do «Vinho Verde», e o Decreto n.º 43.067, de 12 de Julho de 1960, publica o respectivo regulamento. 

Outro marco de extraordinária importância, foi o reconhecimento de um estatuto próprio para as aguardentes vínicas e bagaceiras produzidas nesta Região Demarcada (Decreto-Lei 39/84 de 2 de Fevereiro), o que viria contribuir para a diversificação de produtos vínicos de qualidade produzidos nesta Região. 

Como consequência da entrada de Portugal na Comunidade Europeia, é promulgada, em 1985, a Lei-Quadro das Regiões Demarcadas, que determinaria a reformulação da estrutura orgânica da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes. 

Finalmente, em 1992, é aprovado o novo estatuto pelo Decreto-Lei nº 10/92, de 3 de Fevereiro. Recentemente, foi efectuada uma actualização pelo Decreto-Lei nº 263/99, de 14 de Julho, quanto a diversas disposições relativas à produção e ao comércio da denominação de origem "Vinho Verde".

Fonte: Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
A Quinta da Calçada produz vinhos em Amarante desde 1917. Esta edição Terroir, elaborada com a casta Alvarinho, expressa o carácter único e subtil mineralidade do Terroir desta Quinta. Apresenta perfil gastronómico, devendo servir-se, idealmente, à temperatura de 10-12ºC.

Quinta da Calçada

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A Quinta da Calçada localiza-se no centro histórico da cidade de Amarante, a 40 minutos do Porto. Insere-se na sub-região de Amarante, da região dos Vinhos Verdes, a cerca de 10 minutos da entrada para a região do Douro. Esta sub-região é caracterizada por solos graníticos, com algumas misturas de xisto, e influência Atlântica, produzindo vinhos marcadamente minerais, de elevada frescura e grande aptidão gastronómica.
A extensão assinalável de vinha – mais de 50 hectares com idades variáveis que se estendem até ao início do século XX – permite interpretar os diferentes terroirs. Entre estes terrenos encontramos uma herança da rica história da Quinta da Calçada, uma parcela de vinha que é certificada como a mais antiga da região dos Vinhos Verdes – 0,5 hectares de vinha extreme posicionada em socalco único.
A Quinta da Calçada sempre se afirmou na produção de vinhos de qualidade, estando focada na interpretação dos vinhos de terroir, especializada em vinhos brancos.

VITICULTURA E ENOLOGIA
A Quinta da Calçada tem uma filosofia de não-intervenção e respeito pela natureza. Com vista a esse fim, adotam sobretudo técnicas tradicionais de vinificação, e procuram onde possível adaptá-las a uma estratégia de sustentabilidade.
Aqui encontramos as castas que definem a região demarcada dos vinhos verdes. São elas: Alvarinho, Arinto, Azal, Loureiro e Vinhão.
A tecnologia da adega está adaptada ao foco de produção da Quinta: vinhos brancos e rosés. Atenção no cultivo da fruta: escolha do ponto ótimo de maturação, uma colheita e seleção manual da uva por tipo de vinho e um transporte cuidado das mesmas até à adega. As técnicas enológicas utilizadas têm por base a preservação e respeito da fruta na natureza, explorando as subtilezas que esta oferece, subtilezas estas que procuram refletir nos vinhos produzidos.

Uma história de gerações, com dedicação
Em 1917, Lago Cerqueira funda as Caves da Calçada com a construção de uma adega na Casa. A Casa da Calçada, de resto, já há muito produzia vinhos, e possuía uma coroa que o provava: aquela que é hoje a vinha mais antiga da região. Lago Cerqueira apresenta-se como tudo menos tradicional: institui novas configurações de vinha, e dinamiza o negócio dos vinhos de forma a ser o primeiro empresário de Vinhos Verdes a exportar para fora do país: nomeadamente, para o Brasil.
A região dos Vinhos Verdes já era desde 1908 uma região oficialmente demarcada. Este reconhecimento marcou o nascimento da identidade do Vinho Verde como um produto com personalidade própria. Amarante sempre foi um grande polo de produção agrícola, e a produção vitivinícola não lhe ficava atrás: foi uma das primeiras cinco sub-regiões da denominação de origem controlada junto a Monção, Lima, Basto e Braga.
Julga-se que a Casa da Calçada terá sido construída em 1707, mas o registo dos primeiros hóspedes apenas se dá em 1809. Falamos do exército invasor de Napoleão que, após prolongada resistência por parte dos amarantinos, se instalou naquela propriedade para mais próximos estarem do vinho que por lá já se produzia. Antes de saírem, assinaram o livro de visitas com tochas – incendiando a Casa.
Foi a família Lago Cerqueira que nos finais do século XIX comprou a propriedade e a reconstruiu. Apreciador de arte com gostos refinados, António Lago Cerqueira fez uso da sua fortuna para transformar aquele colosso num palácio confortável decorando o interior do edifício com delicadeza, elegância mas também com um carácter marcadamente aberto a quem viesse por bem.
Manuel da Mota, empresário madeireiro amarantino de grande sucesso e amigo do falecido Lago Cerqueira, já mirava a Casa da Calçada a partir da sua Casa do Pinheiro Manso – localizada um pouco mais acima na encosta. O sucesso da sua empresa permite-lhe comprar, no final da década de 60, o palácio de Lago Cerqueira e o projeto de vinhos a ele associado. Após a compra muda-se com a sua família para a Casa da Calçada e começa o processo de recuperação, dando também continuidade à produção do vinho de renome.
Manuel da Mota falece em 1995, mas deixa bem claros os seus desígnios para a Casa da Calçada: deverá converter-se num hotel, e assim abrir os seus tesouros a quem os souber apreciar.
Coube à filha mais nova de Manuel da Mota, Paula Mota, levar a termo o desejo de seu pai. É em 2001, na primeira página de um novo milénio, que a Casa da Calçada inicia a sua nova vida como hotel. A fina decoração e as peças de arte que recheiam a Casa da Calçada tornavam-se abertos a todos aqueles capazes de as apreciar. O ambiente quente e familiar do palácio é preservado para todos os hóspedes dos 30 quartos e suites, num compromisso de qualidade que valeu em 2003 a integração do hotel na prestigiada cadeia Relais & Châteaux.
Com uma consciência plena desta densa e honrada história das propriedades que a compreendem, a marca CALÇADA pretende nada menos do que reacender essa chama que surge ciclicamente com um epicentro especial: a Casa da Calçada. Se o terroir é a conjugação perfeita entre vinha e terra, uma marca de vinhos é a conjugação ideal entre história e visão.