Covela
Branco
2018
Minho
Preços
Sócio
8,55 Gfa
51,30 Cx
Não Sócio
9,00 Gfa
54,00 Cx
Vendido em cx de 6 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
Cor amarelo palha intenso. Aroma complexo, ligeiro frutado e floral com toque de mel a revelar boa evolução. Na boca é equilibrado com boa estrutura e volume. Final longo.
Designação Oficial: 
Regional

Temperatura de Serviço: 

12/14ºC

Teor alcoólico: 

13.00%vol

Longevidade: 

5 a 6 anos

Harmonizações: 

  • Entradas variadas |
  • Pratos de peixe e marisco |
  • pratos de aves e pratos com molhos espessos.

Situações de consumo: 

Com a refeição
Entradas
Vinificação: 
Vindima manual por parcelas para pequenas caixas. Maceração pelicular. Desengace total seguido de suave prensagem. Fermentação espontânea em inox com controlo de temperatura. Estágio sobre as borras finas durante cerca de 9 meses.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Avesso

Chardonnay

Minho

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A região dos Vinhos Verdes/Minho é a maior zona vitícola portuguesa e situa-se no noroeste do país, coincidindo com a região não vitícola designada por Entre Douro e Minho. A região é rica em recursos hidrográficos, sendo limitada a norte pelo Rio Minho e pelo Oceano Atlântico a oeste. No interior da região predominam as serras, sendo a mais elevada a Serra da Peneda com 1373 m.

A flagrante tipicidade e originalidade destes vinhos é o resultado, por um lado, das características do solo, clima e factores sócio-económicos da Região dos Vinhos Verdes, e, por outro, das peculiaridades das castas autóctones da região e das formas de cultivo da vinha. Destes factores resulta um vinho naturalmente leve e fresco, diferente dos restantes vinhos do mundo.

Foi no Noroeste, no coração mais povoado de Portugal desde os tempos asturo-leoneses, que a densa população cedo se espalhou pelas leiras de uma terra muito retalhada. 

A partir do século XII existem já muitas referências à cultura da vinha cujo incremento partiu da iniciativa das corporações religiosas a par da contribuição decisiva da Coroa. 

A viticultura terá permanecido incipiente até aos séculos XII-XIII, altura em que o vinho entrou definitivamente nos hábitos das populações do Entre-Douro-e-Minho. A própria expansão demográfica e económica, a intensificação da mercantilização da agricultura e a crescente circulação de moeda, fizeram do vinho uma importante e indispensável fonte de rendimento. 

Embora a sua exportação fosse ainda muito limitada, a história revela-nos, no entanto, que terão sido os «Vinhos Verdes» os primeiros vinhos portugueses conhecidos nos mercados europeus (Inglaterra, Flandres e Alemanha), principalmente os da região de Monção e da Ribeira de Lima. 

No século XIX, as reformas institucionais, abrindo caminho a uma maior liberdade comercial, a par da revolução dos transportes e comunicações, irão alterar, definitivamente, o quadro da viticultura regional. 

A orientação para a qualidade e a regulamentação da produção e comércio do «Vinho Verde» surgiriam no início do século XX, tendo a Carta de Lei de 18 de Setembro de 1908 e o Decreto de 1 de Outubro do mesmo ano, demarcado pela primeira vez a «Região dos Vinhos Verdes». 

Questões de ordem cultural, tipos de vinho, encepamentos e modos de condução das vinhas obrigariam à divisão da Região Demarcada em seis sub-regiões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel. 

No entanto, o texto da Carta de Lei de 1908 apenas é regulamentado no ano de 1926 através do Decreto n.º 12.866, o qual veio estabelecer o regulamento da produção e comércio do «Vinho Verde», consagrando o estatuto próprio da «Região Demarcada, definindo os seus limites geográficos, caracterizando os seus vinhos, e criando a «Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes» instituida para o pôr em execução. Posteriormente, em 1929, o referido regulamento viria a ser objecto de reajustamento através do Decreto n.º 16.684. 

Motivo de grande significado à escala mundial, foi a aceitação do relatório de reinvindicação da Denominação de Origem «Vinho Verde», apresentado ao OIV - Office International de la Vigne et du Vin -, em Paris (1949), e posteriormente, o reconhecimento do registo internacional desta Denominação de Origem pela OMPI - Organização Mundial da Propriedade Intelectual, em genebra (1973). 

O reconhecimento da Denominação de Origem veio assim conferir, à luz do direito internacional, a exclusividade do uso da designação «Vinho Verde» a um vinho com características únicas, devidas essencialmente ao meio geográfico, tendo em conta os factores naturais e humanos que estão na sua origem. 

Em 1959, o Decreto n.º 42.590, de 16 de Outubro, cria o selo de garantia como medida de salvaguarda da origem e qualidade do «Vinho Verde», e o Decreto n.º 43.067, de 12 de Julho de 1960, publica o respectivo regulamento. 

Outro marco de extraordinária importância, foi o reconhecimento de um estatuto próprio para as aguardentes vínicas e bagaceiras produzidas nesta Região Demarcada (Decreto-Lei 39/84 de 2 de Fevereiro), o que viria contribuir para a diversificação de produtos vínicos de qualidade produzidos nesta Região. 

Como consequência da entrada de Portugal na Comunidade Europeia, é promulgada, em 1985, a Lei-Quadro das Regiões Demarcadas, que determinaria a reformulação da estrutura orgânica da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes. 

Finalmente, em 1992, é aprovado o novo estatuto pelo Decreto-Lei nº 10/92, de 3 de Fevereiro. Recentemente, foi efectuada uma actualização pelo Decreto-Lei nº 263/99, de 14 de Julho, quanto a diversas disposições relativas à produção e ao comércio da denominação de origem "Vinho Verde".

Fonte: Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
A Quinta de Covela pratica agricultura biológica em solos graníticos que formam um anfiteatro natural virado a sul. Um cenário de terraços plantados a baixa altitude na margem direita do rio Douro na zona austral da Região dos Vinhos Verdes (Minho). Inverno frio e verão quente e seco – na fronteira entre o clima continental do vale do Douro e a influência marítima do Douro Litoral.

Lima & Smith

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Proprietária da Quinta de Covela, da marca de vinhos Tecedeiras e produtor dos vinhos da Fundação Eça de Queiroz, a empresa Lima Smith tem como fundadores dois investidores estrangeiros, Marcelo Lima, brasileiro, e Tony Smith, britânico. Apaixonados pela região e confiantes no potencial dos vinhos portugueses, os dois empresários criaram uma empresa produtora de vinhos de qualidade com raízes lusas mas com forte capacidade de internacionalização.
Lima e Smith começaram por adquirir, em junho de 2011, a Quinta de Covela, uma propriedade debruçada sobre o rio Douro, nas terras graníticas que ficam na transição entre o Douro e o Minho (na sub-região de Baião no D.O.C. dos Vinhos Verdes), dando-lhe nova vida, através da readmissão da antiga equipa de enologia, da renovação da adega e de outros espaços da quinta e da recuperação de vinhas. Fruto do trabalho e do investimento efetuado, dois anos depois, em 2013, surgiram os primeiros vinhos Covela, o Escolha Branco 2012, o Edição Nacional Branco 2012 (o primeiro vinho verde desta propriedade) e o Covela Escolha Tinto 2012. Da autoria do enólogo Rui Cunha, envolvido no projeto Covela desde o princípio, os vinhos Covela têm sido objeto de boas críticas, sendo que os brancos de 2012 esgotaram poucos meses após o seu lançamento. Em 2013, a Lima Smith foi premiada como viticultor do ano pela Revista de Vinhos pelo trabalho feito na Quinta de Covela.
Visando alargar o portefólio do grupo, a Lima Smith ainda adquiriu, em agosto de 2013, a marca Tecedeiras e um contrato de aluguel de longa duração, ao grupo Global Wine/Dão Sul. Os primeiros vinhos e azeites Tecedeiras com uma nova imagem de marca saíram em 2014.
A partir de 2018, a Lima Smith começou a produzir o vinho Tormes, um vinho verde clássico, para a Fundação Eça de Queiroz, museu dedicado ao diplomata e prolífico autor português do Sec. XIX.
 

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