Novidade
Premiado
Quinta do Gradil Maria do Carmo
Branco
2017
Lisboa
Preços
Sócio
46,55 Gfa
46,55 Cx
Não Sócio
49,00 Gfa
49,00 Cx
Vendido em cx de 1 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
  • Prémios

Cor amarelo dourada com laivos esverdeados. Aroma muito complexo, mineral com notas florais, de citrinos doces, damascos, notas tostadas e especiarias. A boca confirma a excelente mineralidade num conjunto equilibrado de boa estrutura, acidez e volume. Final prolongado.

18 pontos - Revista Vinho Grandes Escolhas
Designação Oficial: 
Regional

Temperatura de Serviço: 

11/13ºC

Teor alcoólico: 

15.00%vol

Longevidade: 

7 a 9 anos

Harmonizações: 

  • Peixe no forno |
  • Caldeirada de peixe |
  • Queijos de meia cura

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
Maceração pré-fermentativa de 24 horas, seguida de fermentação alcoólica durante 12 dias em cubas de inox à temperatura de 16ºC. Estágio de 24 meses em barricas de carvalho francês de 225 e 300 litros.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Alvarinho

Sémillon

Lisboa

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A cultura da vinha na Idade Média, a partir do Sé. XII, desenvolveu-se consideravelmente, principalmente devido à acção de diversas Ordens Religiosas, com particular destaque para Alcobaça, onde os seguidores de S. Bernardo se instalaram no mosteiro mandado erigir pela Ordem de Cister.

O principal objectivo na altura era a elaboração de vinho para celebração das missas, tendo os vinhos da então chamada Estremadura alcançado grande consumo e prestígio, tornando-se num dos produtos de maior peso na actividade económica da região.

Identificada como uma das maiores regiões vitivinícolas do país em termos de área de vinha e de produção de vinho, a área da região de produção da Indicação Geográfica Lisboa abrange todos os concelhos da faixa atlântica a Norte do estuário do Tejo, confinando a Norte com a Beira e a Leste com o Ribatejo.

O relevo não é muito elevado, excepto a Sul, onde aparecem alguns estratos de basalto e de granito e a região assenta, na sua quase totalidade, em formações secundárias de argilo-calcários e argilo-arenosos; por sua vez, o clima é temperado, sem grandes amplitudes térmicas, com uma queda pluviométrica anual que se situa entre os 600--700 mm.

Na zona Sul da região encontram-se as zonas vitícolas de três Denominações de Origem conhecidas pela sua tradição e prestígio: são elas, caminhando de Leste para Oeste, Bucelas, Carcavelos e Colares.

Na parte central da região, encontramos as mais vastas manchas de vinha desta região, instaladas nas encostas suaves das colinas, onde para além do Vinho com Indicação Geográfica Lisboa foram reconhecidas pelas suas características de elevada qualidade as Denominações de Origem "Alenquer", "Arruda", "Torres Vedras" e "Óbidos".

Junto ao mar é de referir uma zona produtora de vinhos particularmente vocacionados para a produção de aguardentes de qualidade e que mereceram o reconhecimento da Denominação de Origem "Lourinhã".

Na zona mais a Norte, distingue-se uma vasta região de vinha que se estende desde as encostas das serras dos Candeeiros e de Aires até ao mar. Ali, produzem-se os vinhos com direito à Denominação de Origem "Encostas d'Aire" as sub-regiões desta DO, "Alcobaça" e "Ourém".

De assinalar ainda a Indicação Geográfica Lisboa para os vinhos tintos, brancos e rosados produzidos em toda a região; para além do "Vinho Leve" com características muito próprias que o tornam bastante apreciado, em especial no tempo quente, importa também referir os espumantes com IG Lisboa.

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
Maria do Carmo Romeiro da Fonseca liderou a Quinta do Gradil na segunda metade do séc. XIX, tornou-a numa das mais importantes propriedades da região e construiu o emblemático Palácio amarelo.

Quinta do Gradil

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A Quinta do Gradil, considerada uma das mais antigas, senão a mais antiga, herdade do Concelho do Cadaval, tem marcas históricas seculares e constitui um marco arquitetónico significativo. As referências documentais encontradas sobre a Quinta do Gradil remontam ao final do século XV, num documento Régio. Em 14 de Fevereiro de 1492, data do documento, D. Martinho de Noronha recebeu de D. João II a carta de doação da jurisdição e rendas do Concelho do Cadaval e da Quinta do Gradil. Por ocasião da ascensão de D. Manuel I ao trono português, e da sua atuação em favor dos membros da Casa de Bragança, a Quinta do Gradil torna a ser referenciada na confirmação de doação concedida por D. Manuel I a D. Álvaro de Bragança, irmão mais novo do 3º Duque de Bragança, D. Fernando II, que acusado de traição foi mandado degolar por D. João II, em 1483.

A Quinta terá sido adquirida pela família do Marquês de Pombal, por ocasião do movimento que, a partir de 1760, levou à ocupação de terras municipais, admitindo-se que já na altura contasse com o cultivo de vinha, facto que terá sido decisivo para o estadista responsável pela criação da Companhia das Vinhas do Alto Douro. Manteve-se na pertença da família até meados do século XX, quando foi comprada por Sampaio de Oliveira. Foi já nos finais dos anos 90 que o atual proprietário, Luís Vieira, adquiriu a herdade.

Da história, ficou um palácio Pombalino, uma Capela, um Moinho, um celeiro, um aqueduto em grés, uma mãe de água, um tanque de água e a imponente adega.