Premiado
Selecção Fórum
Pacheca Grande Reserva
Branco
2020
Douro
Preços
Sócio
31,83 Gfa
31,83 Cx
Não Sócio
33,50 Gfa
33,50 Cx
Vendido em cx de 1 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
  • Prémios
Cor amarelo palha com laivos citrinos. Aroma intenso, elegante e complexo. Notas de fruta madura, notas tropicais e especiarias, madeira muito bem integrada. Boca elegante e delicada num conjunto com boa acidez, bom volume, estruturado e a confirmar as notas de boa madeira. Final longo e persistente.
Medalha de Ouro – Fórum de Enólogos Junho 2022
Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

10/12ºC

Teor alcoólico: 

13.50%vol

Longevidade: 

9 a 10 anos

Harmonizações: 

  • Carnes brancas |
  • aves de capoeira |
  • peixes gordos assados e queijos.

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
Vindima com seleção das uvas para baús de 25 kg e encaminhadas para a central de vinificação onde foram ligeiramente prensadas em prensa pneumática. Decantação do mosto. Inoculação com leveduras selecionadas, iniciando-se a sua fermentação. Após 48 horas do início da fermentação alcoólica foi transferido para barricas de carvalho francês e acácia de 500L de 2º ano onde terminou a fermentação. Estagiado com bâtonnage semanal em borras finas por 12 meses.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Arinto

Rabigato

Viosinho

Douro

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Durante a ocupação romana já se cultivava a vinha e se fazia vinho nos vales do Alto Douro. A história da região é simultaneamente fascinante e cruel, desde os tempos imemoriais em que o Douro era sobretudo esforço e violência, que foi amansando e evoluindo, permitindo-nos desfrutar de uma das mais espantosas "paisagem cultural, evolutiva e viva" do país, actualmente reconhecida como Património Mundial pela UNESCO.

De salientar também o facto de ter sido a primeira região demarcada e regulamentada do mundo, aquando da criação pelo Marquês de Pombal, da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 1756.

A região, rica em microclimas como consequência da sua acidentada orografia, divide-se em três sub-regiões - Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, produzindo-se em cada uma delas vinhos de qualidade brancos, tintos e rosados, vinhos espumantes, licorosos e ainda aguardentes de vinho com especificidades próprias.

Da globalidade do volume de vinho produzido na Região Demarcada do Douro, cerca de 50% é destinada à produção de "Vinho do Porto", enquanto que o restante volume é destinado à produção de vinhos de grande qualidade que utilizam a denominação de origem controlada "Douro" ou "Vinho do Douro".

Merece também destaque o Vinho Regional Duriense cuja região de produção é coincidente com a Região Demarcada do Douro.

Fonte: Instituto da Vinha e do Vinho, I.P.

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
A Touriga Francesa é uma das castas estruturais dos lotes Durienses. Dá origem a vinhos muito frutados, de corpo denso e grande estrutura, mas simultaneamente muito elegantes. Vinificamos separadamente parte da Touriga Francesa que produzimos e depois de um estágio de 18 meses em barricas novas e usadas de Carvalho Francês, o vinho foi engarrafado.

Quinta da Pacheca

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Entre os vales do Rio Douro, junto à margem esquerda, na freguesia de Cambres, concelho de Lamego, no coração da primeira demarcação Pombalina da Região, encontra-se a Quinta da Pacheca, uma das mais prestigiadas e reconhecidas propriedades da Região Demarcada do Douro.
A história da vinha nesta propriedade remonta ao século XVI, altura em que era um conjunto de vinhas pertencente aos Conventos de Salzedas e S. João de Tarouca, como referido em documento datado de 1551. A Quinta é mencionada pela primeira vez num documento datado de Abril de 1738, onde é referida como “Pacheca”, uma forma feminina do apelido Pacheco, por ser sua proprietária uma senhora, D. Mariana Pacheco Pereira, uma mulher imponente que cuidava da propriedade sozinha.
Um dos marcos pombalinos ainda restantes que foram utilizados pela primeira vez em 1758 para delinear esta primeira Região Demarcada de vinhos do mundo pelo Marquês de Pombal, ainda está preservado dentro da Quinta da Pacheca, mesmo na entrada principal para os lagares.
A relação dos Serpa Pimentel com o Douro remonta também ao séc. XVIII, altura em que a família adquiriu a Quinta de Vale de Abraão, espaço privilegiado de lazer para a aristocracia da época, mas desenquadrada do contexto vinícola associado à Pacheca. Foi só em 1903 que D. José Freire de Serpa Pimentel, que nutria grande paixão pelo vinho, decidiu comprar também a Quinta da Pacheca, para se dedicar com grande empenho à sua produção. No ano imediato à compra, deu-se inicio a uma primeira grande reconstituição dos vinhedos. De modo inovador para a época, as vinhas novas foram desde logo plantadas por castas em talhões, sendo separados por ruas largas para melhor facilidade dos trabalhos.
Em 1916 dá-se um novo passo com a construção de novos lagares e armazéns. Estes lagares, onde ainda hoje são vinificados os tintos da Pacheca, impressionam pela sua capacidade e imponência.
O último grande incremento foi dado por Eduardo Mendia de Freire de Serpa Pimentel, que foi reconstruindo as vinhas mais velhas e em 1977, com a colaboração de seu filho, o enólogo José Van Zeller de Serpa Pimentel, teve início a comercialização dos vinhos com as marcas Quinta da Pacheca e Quinta de Vale Abraão, vinhas ainda hoje pertencentes à Quinta da Pacheca. A família Serpa Pimentel continua, ainda hoje, envolvida no projeto com a quarta geração da família.
Em 1995 a Quinta da Pacheca iniciou-se oficialmente no Enoturismo, abrindo as suas portas para visitas guiadas à propriedade e venda dos seus vinhos na loja da Quinta. O conceito foi-se desenvolvendo ao longo dos anos com outras atividades de relevante interesse enoturístico e culminou com a abertura em 2009 do The Wine House Hotel Quinta da Pacheca, explorando assim uma outra forma de negócio e contribuindo para alargar a oferta turística numa região cada vez mais procurada e reconhecida como destino de excelência.
Um novo ciclo começou em 2012, quando as famílias de Paulo Pereira e Maria do Céu Gonçalves, sócios com um longo e bem-sucedido registo na distribuição internacional de alimentos e vinhos, tomaram posse do projeto. O foco era claro, reforçar a qualidade dos vinhos e revigorar o Enoturismo. Com a sua singularidade inigualável, a Quinta da Pacheca tornou-se uma das mais visitadas na Região do Douro e tem sido consecutivamente premiada com vários galardões tanto no enoturismo, exemplo disso é a prestigiada distinção do Best of Wine Tourism* em várias modalidades, como os distintos prémios que têm vindo a ser alvo os seus afamados vinhos.