Barca do Inferno Reserva
Tinto
2016
Lisboa
Preços
Sócio
8,55 Gfa
51,30 Cx
Não Sócio
9,00 Gfa
54,00 Cx
Vendido em cx de 6 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
Cor vermelho rubi quase opaca. Aroma jovem e intenso, algum floral, fruta negra madura com algumas notas de baunilha e chocolate negro. Boa acidez na boca, fresco, “crispy” e redondo. Final prolongado.
Designação Oficial: 
Regional

Temperatura de Serviço: 

15/17ºC

Teor alcoólico: 

13.50%vol

Longevidade: 

8 a 9 anos

Harmonizações: 

  • Carnes vermelhas |
  • Pratos de carne da cozinha tradicional portuguesa |
  • Queijos.

Situações de consumo: 

Com a refeição
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Cabernet Sauvignon

Sousão

Lisboa

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A cultura da vinha na Idade Média, a partir do Sé. XII, desenvolveu-se consideravelmente, principalmente devido à acção de diversas Ordens Religiosas, com particular destaque para Alcobaça, onde os seguidores de S. Bernardo se instalaram no mosteiro mandado erigir pela Ordem de Cister.

O principal objectivo na altura era a elaboração de vinho para celebração das missas, tendo os vinhos da então chamada Estremadura alcançado grande consumo e prestígio, tornando-se num dos produtos de maior peso na actividade económica da região.

Identificada como uma das maiores regiões vitivinícolas do país em termos de área de vinha e de produção de vinho, a área da região de produção da Indicação Geográfica Lisboa abrange todos os concelhos da faixa atlântica a Norte do estuário do Tejo, confinando a Norte com a Beira e a Leste com o Ribatejo.

O relevo não é muito elevado, excepto a Sul, onde aparecem alguns estratos de basalto e de granito e a região assenta, na sua quase totalidade, em formações secundárias de argilo-calcários e argilo-arenosos; por sua vez, o clima é temperado, sem grandes amplitudes térmicas, com uma queda pluviométrica anual que se situa entre os 600--700 mm.

Na zona Sul da região encontram-se as zonas vitícolas de três Denominações de Origem conhecidas pela sua tradição e prestígio: são elas, caminhando de Leste para Oeste, Bucelas, Carcavelos e Colares.

Na parte central da região, encontramos as mais vastas manchas de vinha desta região, instaladas nas encostas suaves das colinas, onde para além do Vinho com Indicação Geográfica Lisboa foram reconhecidas pelas suas características de elevada qualidade as Denominações de Origem "Alenquer", "Arruda", "Torres Vedras" e "Óbidos".

Junto ao mar é de referir uma zona produtora de vinhos particularmente vocacionados para a produção de aguardentes de qualidade e que mereceram o reconhecimento da Denominação de Origem "Lourinhã".

Na zona mais a Norte, distingue-se uma vasta região de vinha que se estende desde as encostas das serras dos Candeeiros e de Aires até ao mar. Ali, produzem-se os vinhos com direito à Denominação de Origem "Encostas d'Aire" as sub-regiões desta DO, "Alcobaça" e "Ourém".

De assinalar ainda a Indicação Geográfica Lisboa para os vinhos tintos, brancos e rosados produzidos em toda a região; para além do "Vinho Leve" com características muito próprias que o tornam bastante apreciado, em especial no tempo quente, importa também referir os espumantes com IG Lisboa.

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
Tudo começou na fatídica vindima de 2014. Esta vindima foi muito custosa, começou a chover na primeira semana de Setembro e não mais parou até meado de Novembro por isso muitas das nossas uvas não atingiram o ponto óptimo de maturação. No entanto. as vinhas de Cabernet Sauvignon e de Sousão tiveram uma boa performance (muito provavelmente pela origem das castas nas suas respectivas terras Natal), o que se reflectiu depois na adega. Nem tudo estava perdido! Surgiu a garrafeira particular do lote Cabernet Souvignon com Sousão 2014, depois em 2015 fizemos o mesmo teste às nossas vinhas e voltou a funcionar. Na vindima de 2016 ganhei coragem e decidi lançar o vinho, embora lançar um Cabernet / Sousão não pareça muito sensato do ponto de vista financeiro, a resposta dos meus clientes mais chegados e depois no mercado Nacional em geral tem sido muito positiva. Mas porquê o nome "Barca do Inferno" afinal!? Às vezes a vida de um produtor de vinhos complica-se quando vê o fruto de um ano de trabalho destruir-se à sua frente como com o mau tempo que se fez sentir na vindima de 2014, foi um verdadeiro Inferno naquele ano. Perceber que tinha surgido um vinho daquela vindima fatídica que poderia tornar-se uma bandeira ou uma imagem de marca da Quinta do Garrido (GARROCHA WINES) foi muito reconfortante, ainda havia esperança de retirar de 2014 algo positivo. Imagine atravessar o cabo das tormentas e encontrar a bonança a seguir. Vem dai o Barca do Inferno, a barca que me fez ultrapassar o meu Inferno e acreditar que poderia contribuir com algo de original para um Pais de Vinhos já imensamente rico. Uma viagem ao deconhecido! O primeiro gosto faz nascer a curiosidade, o segundo despertar a paixão. Um blend de um poderoso Sousão, com um marcante Cabernet Sauvignon desvenda camadas de fruta negra com notas de baunilha e chocolate negro. A Criação da Singularidade! 2016 foi ano medianamente seco com uma precipitação anual abaixo da média. Manhãs com neblina intercaladas com a brisa atlântica matinal durante a maturação. Originou uma vindima de baixa produção, mas com uvas de grande qualidade.

Garrocha Wines

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"Em Alenquer ainda hoje corre o boato de que nos terrenos debaixo do portão da Quinta do Garrido, na freguesia de Santana da Carnota, se encontram enterrados soldados franceses que por cá tombaram no tempo das invasões." A Quinta do Garrido já existia em 1873, data em que era o seu proprietário António Ferreira Leal.


A produção de vinhos remontará à data da sua fundação. No entanto, a propriedade dedicava-se principalmente à produção de uvas de mesa e de frutas. A quinta ficou na posse de Francisco Caetano da Rocha Macieira e da sua mulher, Maria Adelaide Gomes da Rocha Macieira após Mário da Costa Arrenegado, pai da atual proprietária a ter cedido. A família Macieira começou desde logo a reestruturar a propriedade com novas plantações e com a modernização da adega já existente. Após o falecimento de Mário da Costa Arrenegado, Maria Adelaide Macieira herda mais duas Quintas no concelho de Alenquer – a Quinta da Gaia e a Quinta de Sans-Souci.



A Quinta da Gaia já existia em 1303, quando D. Dinis deu licença a Domingos de Gaia para fazer uma Azenha na Ribeira de Alenquer, embora actualmente não existem vestígios dessa azenha.
A Quinta de Sans-Souci é um nome composto por duas palavras de origem francesa e tem como significado “livre de cuidado”. A Quinta foi fundada pela década de 1830 e mais tarde adquirida por Bento Pereira do Carmo para sua residência. As três Quintas, juntamente com mais algumas parcelas em Alenquer e uma no Sobral de Monte Agraço, originaram a Sociedade Agrícola Quinta do Garrido, em Abril de 2003. Francisco Caetano Rocha Macieira é natural de Sobral de Monte Agraço e todos na família estiveram relacionados com a agricultura. O atual proprietário acabou por gerir as Quintas com o seu sogro, Mário Arrenegado. Maria Adelaide Macieira, nascida em Santana da Carnota, está igualmente desde cedo inserida no meio agrícola. O filho único do casal, também de seu nome Francisco Macieira, seguiu o caminho vitivinícola da família. Licenciou-se em engenharia agronómica e mais tarde realizou um mestrado em enologia. Começou a trabalhar em enologia em Portugal e mais tarde na Austrália, acabou por voltar em 2013 para gerir em conjunto com a família a SA Quinta do Garrido.

As vinhas Com mais de 40ha de vinhas espalhadas por quatro terroirs diferentes correspondentes a três Quintas e uma parcela, casa casta foi plantada no terroir em que melhor se adaptava às condições edafoclimáticas ai presentes.
Na Quinta da Gaia com solos de aluvião e temperaturas muitos elevadas durante a maturação foram escolhidas as castas francesas Syrah e Alicante Bouschet (das primeiras vinhas de Alicante Boushet em Alenquer).
Na Quinta do Garrido com solos franco-argilosos com elevado teor em calcário as castas:Touriga Nacional, Tinta Barroca, Syrah, Cabernet Sauvignon, Tinta Roriz e Souzão (das primeiras vinhas de Sousão em Alenquer) nos tintos. Arinto e Fernão Pires nos brancos.
A Quinta de Sans-Souci com os seus solos de Aluvião e clima temperado foram a escolha indicada para a casta Sauvignon Blanc. Por ultimo, o casal do Montijo em Sobral de Monte Agraço, pelo seu clima agreste e solo de origem vulcânica, foi plantada a casta Arinto de modo extreme. As vinhas têm em média 20 anos de idade, sendo que algumas contam quase 40 anos.