Novidade
Casa de Paços Superior
Branco
2016
Minho
Preços
Sócio
7,36 Gfa
44,16 Cx
Não Sócio
7,75 Gfa
46,50 Cx
Vendido em cx de 6 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
  • Prémios
Cor límpida, amarelo-citrino. Aroma limpo e fresco, notas de citrinos, frutos tropicais e um toque mineral. Na boca a boa acidez dá-lhe frescura, boa fruta. Final longo.
88 pontos - eRobertParker.com
Designação Oficial: 
Regional

Temperatura de Serviço: 

9/10ºC

Teor alcoólico: 

12.50%vol

Longevidade: 

1 a 2 anos

Harmonizações: 

  • mariscos |
  • Peixes.

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
As uvas são desengaçadas sendo parte sujeita a maceração pelicular, com a temperatura controlada, sendo a restante logo prensada. Decantação do mosto e fermentação com controlo de temperatura. Estágio sobre asas borras finas com agitação durante cerca de 6 meses.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Alvarinho

Arinto

Fernão Pires

Loureiro

Minho

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A região dos Vinhos Verdes/Minho é a maior zona vitícola portuguesa e situa-se no noroeste do país, coincidindo com a região não vitícola designada por Entre Douro e Minho. A região é rica em recursos hidrográficos, sendo limitada a norte pelo Rio Minho e pelo Oceano Atlântico a oeste. No interior da região predominam as serras, sendo a mais elevada a Serra da Peneda com 1373 m.

A flagrante tipicidade e originalidade destes vinhos é o resultado, por um lado, das características do solo, clima e factores sócio-económicos da Região dos Vinhos Verdes, e, por outro, das peculiaridades das castas autóctones da região e das formas de cultivo da vinha. Destes factores resulta um vinho naturalmente leve e fresco, diferente dos restantes vinhos do mundo.

Foi no Noroeste, no coração mais povoado de Portugal desde os tempos asturo-leoneses, que a densa população cedo se espalhou pelas leiras de uma terra muito retalhada. 

A partir do século XII existem já muitas referências à cultura da vinha cujo incremento partiu da iniciativa das corporações religiosas a par da contribuição decisiva da Coroa. 

A viticultura terá permanecido incipiente até aos séculos XII-XIII, altura em que o vinho entrou definitivamente nos hábitos das populações do Entre-Douro-e-Minho. A própria expansão demográfica e económica, a intensificação da mercantilização da agricultura e a crescente circulação de moeda, fizeram do vinho uma importante e indispensável fonte de rendimento. 

Embora a sua exportação fosse ainda muito limitada, a história revela-nos, no entanto, que terão sido os «Vinhos Verdes» os primeiros vinhos portugueses conhecidos nos mercados europeus (Inglaterra, Flandres e Alemanha), principalmente os da região de Monção e da Ribeira de Lima. 

No século XIX, as reformas institucionais, abrindo caminho a uma maior liberdade comercial, a par da revolução dos transportes e comunicações, irão alterar, definitivamente, o quadro da viticultura regional. 

A orientação para a qualidade e a regulamentação da produção e comércio do «Vinho Verde» surgiriam no início do século XX, tendo a Carta de Lei de 18 de Setembro de 1908 e o Decreto de 1 de Outubro do mesmo ano, demarcado pela primeira vez a «Região dos Vinhos Verdes». 

Questões de ordem cultural, tipos de vinho, encepamentos e modos de condução das vinhas obrigariam à divisão da Região Demarcada em seis sub-regiões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel. 

No entanto, o texto da Carta de Lei de 1908 apenas é regulamentado no ano de 1926 através do Decreto n.º 12.866, o qual veio estabelecer o regulamento da produção e comércio do «Vinho Verde», consagrando o estatuto próprio da «Região Demarcada, definindo os seus limites geográficos, caracterizando os seus vinhos, e criando a «Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes» instituida para o pôr em execução. Posteriormente, em 1929, o referido regulamento viria a ser objecto de reajustamento através do Decreto n.º 16.684. 

Motivo de grande significado à escala mundial, foi a aceitação do relatório de reinvindicação da Denominação de Origem «Vinho Verde», apresentado ao OIV - Office International de la Vigne et du Vin -, em Paris (1949), e posteriormente, o reconhecimento do registo internacional desta Denominação de Origem pela OMPI - Organização Mundial da Propriedade Intelectual, em genebra (1973). 

O reconhecimento da Denominação de Origem veio assim conferir, à luz do direito internacional, a exclusividade do uso da designação «Vinho Verde» a um vinho com características únicas, devidas essencialmente ao meio geográfico, tendo em conta os factores naturais e humanos que estão na sua origem. 

Em 1959, o Decreto n.º 42.590, de 16 de Outubro, cria o selo de garantia como medida de salvaguarda da origem e qualidade do «Vinho Verde», e o Decreto n.º 43.067, de 12 de Julho de 1960, publica o respectivo regulamento. 

Outro marco de extraordinária importância, foi o reconhecimento de um estatuto próprio para as aguardentes vínicas e bagaceiras produzidas nesta Região Demarcada (Decreto-Lei 39/84 de 2 de Fevereiro), o que viria contribuir para a diversificação de produtos vínicos de qualidade produzidos nesta Região. 

Como consequência da entrada de Portugal na Comunidade Europeia, é promulgada, em 1985, a Lei-Quadro das Regiões Demarcadas, que determinaria a reformulação da estrutura orgânica da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes. 

Finalmente, em 1992, é aprovado o novo estatuto pelo Decreto-Lei nº 10/92, de 3 de Fevereiro. Recentemente, foi efectuada uma actualização pelo Decreto-Lei nº 263/99, de 14 de Julho, quanto a diversas disposições relativas à produção e ao comércio da denominação de origem "Vinho Verde".

Fonte: Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
Datam do século XVI as primeiras referências à posse pela actual família e à produção de vinho na Quinta de Paços. Em 1877 é já concedido um prémio na exposição do centenário dos EUA.

Quinta de Paços

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Desde o século XVI que há referências documentais sobre a existência de vinhas na Quinta e Casa de Paços, em Rio Covo Stª Eulália concelho de Barcelos, já na posse da actual família. A Casa mantém-se à mais de 400 anos e de 15 gerações na mesma família.

A Casa e Quinta de Paços devem, provavelmente o seu nome a um antigo Paço (ou Villae) do tempo em que a freguesia de Santa Eulália de Rio Côvo seria uma estância termal romana. Parte do que é hoje a propriedade pertenceu à comenda de Chavão da Ordem de Malta. Desde o século XVI tem sido pertença da família dos Silvas de Rio Covo, assim designados pelo genealogista Felgueiras Gaio, descendente desta Casa. Esta família uniu-se matrimonialmente com os Fonsecas de Amins, dando origem á família Silva Fonseca, que posteriormente se une por matrimónio com os Teixeira de Barros, Morgado do Perdigão, aos seus parentes Pereiras da Fonseca Vilas-Boas, Morgados de Real, aos Viscondes da Barrosa, e á Família Mattos Graça, senhores da Casa do Bemfeito, igualmente descendentes da Casa de Paços. A casa mantém-se assim à mais de 400 anos e de 15 gerações na mesma família. Nesta casa nasceram e fizeram avultadas obras o Dr. D Frei João Baptista da Sylva, Abade Geral de Tibães no sec. XVI e XVII, e o Dr. Teotónio José da Fonseca, membro da Associação dos Arqueólogos Portugueses, autor da obra Barcelos Aquém e Além Cavado, e de diversas outras monografias e livros de genealogia.

A referência mais antiga à qualidade do vinho desta Quinta é o prémio atribuído na Exposição do Centenário dos Estados Unidos em Filadélfia, em 1876.
Já no sec. XX a sua vinha principal primava por uma invulgar combinação de castas brancas: Alvarinho, Loureiro e Fernão Pires, que dava origem a um vinho muito reputado na região.

Os seus terrenos situam-se nos concelhos de Barcelos e de Monção, neles produzindo uvas e madeiras numa filosofia de qualidade e de inovação.
Os terrenos em Barcelos estão distribuídos pelas seguintes quintas: Quinta de Paços, Quinta da Cotovia e Quinta de Vila Meã. Enquanto que os terrenos de Monção correspondem aos da Casa do Capitão-mor/Quinta da Boavista.
As uvas destinam-se à produção de vinhos em duas adegas situadas em Rio Covo Stª Eulália, concelho de Barcelos e em Mazedo, concelho de Monção.