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Destaque
Quinta dos Carvalhais Encruzado
Branco
2017
Dão
Preços
Sócio
13,30 Gfa
39,90 Cx
Não Sócio
14,00 Gfa
42,00 Cx
Vendido em cx de 3 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova

Cor amarelo citrino brilhante. Aroma complexo, frutos brancos e florais com notas minerais e de baunilha. Na boca é fresco com boa acidez e volume. Equilibrado e harmonioso terminando longo e elegante.

Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

10/12ºC

Teor alcoólico: 

13.00%vol

Longevidade: 

8 a 10 anos

Harmonizações: 

  • Pratos elaborados de peixe e marisco |
  • Peixes fumados |
  • Carnes brancas |
  • caça de penas e queijos.

Situações de consumo: 

Com a refeição
Sozinho
Vinificação: 
Colheita manual em pequenas caixas de 20 Kg, desengace total e esmagamento suave em prensas pneumáticas. Decantação estática a baixas temperaturas. 70% do lote fermenta com bâtonnage em barricas de carvalho francês de cinco tanoarias diferentes e estagia durante 6 meses nas mesmas barricas de carvalho francês novo. Os restantes 30% fermentam e estagiam em inox.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Encruzado

Dão

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A zona do Dão situa-se na região da Beira Alta, no centro Norte de Portugal. As condições geográficas são excelentes para produção de vinhos: as serras do Caramulo, Montemuro, Buçaco e Estrela protegem as vinhas da influência de ventos. A região é extremamente montanhosa, contudo a altitude na zona sul é menos elevada. Os 20000 hectares de vinhas situam-se maioritariamente entre os 400 e 700 metros de altitude e desenvolvem-se em solos xistosos (na zona sul da região) ou graníticos de pouca profundidade. O clima no Dão sofre simultaneamente a influência do Atlântico e do Interior, por isso os Invernos são frios e chuvosos enquanto os Verões são quentes e secos.

Na Idade Média, a vinha foi essencialmente desenvolvida pelo clero, especialmente pelos monges de Cister. Era o clero que conhecia a maioria das práticas agrícolas e como exercia muita influência na população, conseguiu ocupar muitas terras com vinha e aumentar a produção vitícola. Todavia, foi a partir da segunda metade do século XIX, após as pragas do míldio e da filoxera, que a região conheceu um grande desenvolvimento. Em 1908, a área de produção de vinho foi delimitada, tornando-se na segunda região demarcada portuguesa.

O Dão é uma região com muitos produtores, onde cada um detém pequenas propriedades. Durante décadas, as uvas foram entregues às adegas cooperativas encarregadas da produção do vinho. O vinho era, posteriormente, vendido a retalho a grandes e médias empresas, que o engarrafavam e vendiam com as suas marcas. 

Com a entrada de Portugal na CEE (1986) houve necessidade de alterar o sistema de produção e comercialização dos vinhos do Dão. Grande parte das empresas de fora da região que adquiriam vinho às adegas cooperativas locais, iniciaram as suas explorações na região e compraram terras para cultivo de vinha. Por outro lado, as cooperativas iniciaram um processo de modernização das adegas e começaram a comercializar marcas próprias, enquanto pequenos produtores da região decidiram começar a produzir os seus vinhos. As vinhas passaram também por um processo de reestruturação com a aplicação de novas técnicas vinícolas e escolha de castas apropriadas para a região.

As vinhas são constituídas por uma grande diversidade de castas, entre as quais a Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz (nas variedades tintas) e Encruzado, Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho (nas variedades brancas). Os vinhos brancos são bastantes aromáticos, frutados e bastante equilibrados. Os tintos são bem encorpados, aromáticos e podem ganhar bastante complexidade após envelhecimento em garrafa.

 

Fonte: Infovini

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
Quinta dos Carvalhais Encruzado é um vinho branco varietal do Dão de excepcional qualidade, expoente máximo da elegância e riqueza da casta Encruzado. Herdeira de saberes antigos, Quinta dos Carvalhais alia a experiência à inovação para criar vinhos muito elegantes, com sabores de intensa delicadeza e personalidade única. 2016 foi um ano muito quente, com precipitação irregular. Apenas na fase de abrolhamento e de saída das folhas as temperaturas baixaram e houve precipitação, repondo os níveis hídricos no solo. Apesar de ter chovido muito, a equipa de viticultura conseguiu prevenir doenças. Tudo isto fez com que a vinha atrasasse o seu ciclo em duas semanas. O Verão foi seco e quente, mas a planta beneficiou das noites frescas de Agosto e Setembro. A pouca chuva que caiu antes da vindima veio dar uma ajuda ao amadurecimento final da uva.

Sogrape Vinhos

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Conta-se que a ideia nasceu num jantar de amigos, no Verão de 1942, altura em que Fernando van Zeller Guedes decidiu aceitar o desafio arriscado de lançar e dirigir uma nova empresa de vinhos. Nascida com uma visão marcada pela sua forte personalidade, a Sogrape é hoje liderada pela terceira geração da família fundadora e detém mais de 1200 hectares de área de vinha nas principais regiões vitivinícolas portuguesas, na Argentina, na Nova Zelândia e no Chile. Contar a história da Sogrape é, acima de tudo, recordar as realizações dos homens que a criaram e fizeram crescer, que idealizaram, produziram e divulgaram os bens que a tornaram conhecida e que, com coesão, asseguram a sua continuidade.

Com a ambição de dar a conhecer ao mundo os vinhos portugueses, a Sogrape nasceu com um posicionamento singular para o mercado vitivinícola da época: uma visão de longo prazo, assente na qualidade dos vinhos a comercializar, na importância da novidade das marcas e na apresentação dos seus vinhos. A garrafa bojuda e diferente que Fernando van Zeller Guedes idealizou para o Mateus, inspirada no cantil dos soldados da I Guerra Mundial, é, aliás, um dos exemplos claros dessa determinação.

Em 1944, no Brasil, foi encontrado o primeiro agente distribuidor de vinhos Sogrape no estrangeiro, contudo, no final da década de 40, o sucesso da Sogrape no mercado brasileiro esbarrava com a situação de profunda crise comercial.
Para compensar as quebras, a Sogrape passou a apostar na venda de vinhos para as colónias portuguesas de África, especialmente Angola e Moçambique.
Até ao triunfo do Mateus Rosé em Inglaterra, na segunda metade da década de 50, o mercado africano revelou-se providencial. Fernando van Zeller Guedes sabia que, no sector dos vinhos, Inglaterra era, como ele próprio gostava de dizer, a “Montra do Mundo”: quem “conquistasse” o gosto inglês, conquistava o mercado internacional.
Entretanto, a popularidade alcançada no Reino Unido só encontraria paralelo nos Estados Unidos da América, através do negociante de bebidas Richard Dreyfus, da Dreyfus, Ashby & Co.
A Sogrape viu a oportunidade de diversificar o seu portfólio, assim, durante no final da década de 50, a empresa fazia os primeiros investimentos na futura Região Demarcada do Dão.

Em 1960, a Sogrape comprava a Quinta de Cavernelho, na freguesia de Mateus, em Vila Real, onde dois anos depois começava a laborar o seu primeiro centro de vinificação.
Sob a direcção de Fernando Guedes foram construidas as modernas instalações de Avintes em 1967.
Nos anos 70 a Sogrape dispunha já de instalações próprias no Douro, em Avintes, no Dão e na Bairrada.

Na história da Sogrape, a década de 80 constituiu o período de maior transformação desde a sua fundação. Dir-se-ia que renasceu nesses anos, numa adaptação rápida às mudanças que se sucediam, quer ao nível interno quer ao nível externo. Convergiam, então, a um ritmo vertiginoso, factores decisivos de transição no tempo familiar, no tempo histórico e no tempo da empresa.
Presidente natural e incontestável da empresa, Fernando van Zeller Guedes sabia que a Sogrape só poderia sobreviver se mudasse. Para isso, confiava inteiramente nas decisões de seu filho Fernando, o melhor defensor da continuidade da Sogrape, que a partir de 1980 passou também a contar com o seu filho mais velho, neto do fundador, Salvador Cunha Guedes, nos quadros da empresa.

Em 1981 a nova Administração da Sogrape, composta por Fernando van Zeller Guedes, Bernardino Joaquim do Carmo, Fernando Guedes, José Augusto Malheiro Barbosa da Silva Domingues e Gastão Lopes Correia da Silva, encetava um processo de transformação da empresa.
O mercado mundial de vinhos sofria mas a Sogrape encontrava no Extremo Oriente um período de expansão para Mateus, e em 1983 iniciava-se a sua comercialização na República Popular da China.
Em 1982, a Sogrape adquiria o Solar e Quinta de Azevedo, na Região dos Vinhos Verdes, criando marcas de sucesso como é o caso de Gazela (1984) e Quinta de Azevedo (1990).
Em 1987, adquiriu a A.A. Ferreira SA (Douro) e tomava posse de diversas propriedades emblemáticas, entre as quais a Quinta do Porto, Quinta do Seixo e Quinta da Leda.
Mas mais do que o Douro, este alargamento significava também a entrada da Sogrape no mercado dos brandies, com a marca Constantino (firma pertencente à Ferreira).
Na Região da Bairrada se realizavam importantes investimentos que permitiram o lançamento de novos vinhos de mesa com a marca Terra Franca em 1989.
Também em 1989, a aquisição da Quinta dos Carvalhais, quer pelo moderno centro de vinificação quer pelo plantio de novas vinhas com castas nobres regionais, revolucionou a história da vitivinicultura do Dão.

Em 1990, com um expressivo portfolio de vinhos, bem representativos da qualidade e diversidade da vitivinicultura portuguesa, a Sogrape exportava para cerca de 125 países, rondando um volume de vendas na ordem dos 30 milhões de litros (cerca de 40 milhões de garrafas).
Em 1991 dá-se a compra da Herdade do Peso no Alentejo e lançamento do Vinha do Monte. Mais tarde, após plantações de novas vinhas, serão lançados os vinhos Herdade do Peso.
Em finais de 1995 a Sogrape aumentava a sua liderança no mercado interno de Vinho do Porto, com a aquisição da Forrester & Cª, SA, detentora da marca Offley, e celebrava um acordo de distribuição com o grupo internacional Bacardi/Martini.
Em 1997 a Sogrape entrava no Novo Mundo através da aquisição da Finca Flichman, em Mendoza, na Argentina.

Em 2000, através da aquisição do agente distribuidor Evaton, Inc., a Sogrape assegurava, de novo, a presença directa no mercado americano.
Também em 2000, Fernando Guedes reformava-se e entregava a liderança da empresa ao seu filho mais velho, Salvador da Cunha Guedes que com os seus irmãos Manuel Pedro e Fernando articulam com êxito e à semelhança das gerações anteriores, a tradição e a identidade da empresa com os novos desafios da modernidade e da globalização.
Em 2002, a Sogrape reforçava a sua posição de grande operador internacional ao adquirir a totalidade dos activos da Sandeman e ao firmar uma parceira com a Pernod Ricard para a distribuição mundial dos vinhos da marca.
Em 2008 concretizaram-se duas importantes aquisições a compra da Framingham na Nova Zelândia e a compra da empresa Chateau los Boldos no Chile.